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EUA enfrenta 'risco' de recessão, segundo secretária do Tesouro

Os Estados Unidos enfrentam "risco" de recessão, já que sua batalha contra a inflação pode desacelerar a economia do país, mas ainda pode ser evitada, disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, neste domingo (11).

Uma recessão nos Estados Unidos é "um risco quando o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) aperta a sua política monetária contra a inflação", explicou a responsável por questões econômicas e financeiras do governo Joe Biden, em declarações à CNN.

"Portanto, é certamente um risco que estamos monitorando", mas "temos um mercado de trabalho forte e acho que é possível mantê-lo assim", acrescentou.

Diante da inflação que atingiu seu nível mais alto em junho em 40 anos, antes de diminuir um pouco em julho (8,5%), o Fed elevou gradualmente suas taxas de referência, para desacelerar a atividade econômica e amenizar a pressão sobre os preços.

Estas taxas de referência estabelecem o padrão para os bancos comerciais para as taxas de juros dos empréstimos que oferecem aos seus clientes particulares e empresariais. Taxas mais altas diminuem o consumo e o investimento.

"A inflação está muito alta e é essencial reduzi-la", disse Yellen.

O Fed espera um "aterrissagem suave", ou seja, trazer a inflação de volta à sua meta de 2%, sem mergulhar a economia em recessão, o que aumentaria o desemprego.

"Acho que há um caminho para chegar lá. No longo prazo, não podemos ter um mercado de trabalho forte sem uma inflação sob controle", acrescentou Yellen.

Embora o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia do mundo tenha contraído nos dois primeiros trimestres de 2022, o que corresponde à definição clássica de recessão, a secretária do Tesouro insistiu que não é o caso.

"Não estamos em recessão. O mercado de trabalho está excepcionalmente vigoroso. (...) Há quase duas vagas para cada trabalhador que procura trabalho", frisou.

O mercado de trabalho dos EUA continua sofrendo com uma escassez de mão de obra. No entanto, a taxa de desemprego subiu um pouco em agosto, para 3,7%, até porque a taxa de participação aumentou, um sinal de que muitos trabalhadores que foram marginalizados pela pandemia de covid-19 estão voltando ao trabalho.

jul/ad/am