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EUA e UE sob pressão para resolver o conflito do aço

·2 minuto de leitura
Da esquerda para a direita: a representante comercial dos EUA Katherine Tai, o secretário de Estado Antony Blinken, a secretária de Comércio Gina Raimondo e os vice-presidentes da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis e Margrethe Vestager, no Conselho UE-EUA sobre Comércio e Tecnologia em Pittsburgh (Pensilvânia) (AFP/Nicholas Kamm)

A União Europeia e os Estados Unidos elogiaram, nesta semana em Pittsburgh, sua nova cooperação comercial. Porém, na falta de uma verdadeira harmonia, este novo espírito ameaça se romper com o espinhoso conflito das tarifas sobre o aço e o alumínio, que deve ser resolvido nas próximas semanas.

O conflito, que afetou as relações comerciais transatlânticas por mais de três anos, não está na agenda da reunião do Conselho de Comércio e Tecnologia (TTC) UE-Estados Unidos desta quarta e quinta-feira na Pensilvânia.

Mas ofusca o entusiasmo expresso pelos altos funcionários americanos e europeus sobre sua nova colaboração empresarial depois dos difíceis anos da gestão de Donald Trump.

Os europeus esperam algum gesto do governo de Joe Biden.

Antes de sua partida na terça-feira para Pittsburgh, o comissário europeu encarregado do Comércio, Valdis Dombrovskis, estimou que as discussões para resolver esta disputa estavam "em uma etapa avançada".

No entanto, após uma reunião bilateral com a secretária do Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, e de discussões mais informais, um funcionário europeu admitiu que chegar a um acordo "não será fácil".

O principal obstáculo é a própria essência do que justificou a imposição de sobretaxas por parte do governo Trump: a proteção da segurança nacional americana.

O ex-presidente estabeleceu, em junho de 2018, tarifas adicionais de 25% ao aço e de 10% ao alumínio em várias regiões do mundo, incluindo a União Europeia.

Os europeus responderam taxando motocicletas como Harley-Davidson, jeans (incluido Levi's) e whisky.

"Não nos vemos (...) como uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos", destacou o funcionário europeu. "O obstáculo é saber como eliminar completamente" esses impostos, acrescentou. "Mas essa é a nossa percepção".

Ambas as partes também enfrentam pressão de seus respectivos setores industriais.

Questionado sobre a possibilidade de aceitar cotas de exportação, o funcionário destacou: "tudo depende do que estiver sobre a mesa. Tem que ser benéfico para todos".

Dombrovskis disse, na terça-feira, que os negociadores têm apenas algumas semanas para alcançar um consenso.

- Pressões -

Em junho, quando foi anunciada a solução da disputa pelos subsídios a Airbus e Boeing, Washington e Bruxelas estabeleceram o prazo de até 1º de dezembro para chegarem a um acordo sobre o aço. Caso contrário, a UE imporia um aumento de suas tarifas.

"Precisamos mais ou menos de um mês para os procedimentos internos" na Comissão para evitar sua entrada em vigor automática, explicou Dombrovskis. Ou seja, "no início de novembro".

Essa perspectiva preocupa a indústria do whisky americano. Sem um acordo sobre o aço, as taxas sobre este álcool aumentariam em 50% em 1º de dezembro.

Isso representaria um novo golpe para as exportações dos Estados Unidos à UE, que caíram 37% em três anos.

O prazo do início de novembro exerce pressão sobre o governo Biden.

"As posições estão muito distantes", admitiram os funcionários europeus. "Mas concordamos que (...) temos que convergir".

Dt/jum/led/dg/yow/aa

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