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EUA e Alemanha planejam novas restrições enquanto Ômicron preocupa investidores

·3 min de leitura
Foto de ilustração sobre a variante Ômicron do coronavírus

Por Joseph Nasr e Jeff Mason

BERLIM/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos e a Alemanha se juntaram a países ao redor do mundo que planejam adotar restrições mais rígidas contra a Covid-19 nesta quinta-feira, conforme a nova variante Ômicron do coronavírus sacode os mercados, temerosos de que a cepa possa ameaçar a tentativa de recuperação econômica da pandemia.

Ainda não se sabe muito sobre a Ômicron, que foi detectada pela primeira vez na África do Sul no dia 8 de novembro e já se disseminou em ao menos duas dúzias de países no momento em que partes da Europa estão sofrendo com uma disparada de infecções da mais conhecida variante Delta à medida que o inverno se instaura.

Mas a África do Sul disse nesta quinta-feira que está observando um aumento nas reinfecções por Covid-19 em pacientes que contraíram a Ômicron de uma forma que não ocorria com variantes anteriores.

A Ômicron também pode se tornar a variante predominante da Covid-19 na França até o final de janeiro, disse o principal conselheiro científico do país nesta quinta-feira depois que França e Estados Unidos relataram seus primeiros casos e países de todo o mundo endureceram restrições.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel e seu sucessor, Olaf Scholz, discutirão com líderes regionais restringir o acesso de pessoas que não se vacinaram a todos os comércios, exceto os mais essenciais, como supermercados e farmácias.

Nos Estados Unidos, estratégias para combater a Covid-19 durante o inverno local devem ser divulgadas nesta quinta-feira. Fontes a par do assunto disseram à Reuters que uma medida seria prorrogar as exigências para que viajantes usem máscaras até meados de março.

Na próxima semana, os EUA exigirão que viajantes do exterior sejam testados para a Covid-19 até um dia antes da partida, independentemente do status de vacinação.

"VERDADEIRO INIMIGO"

O primeiro caso conhecido dos EUA foi uma pessoa totalmente vacinada da Califórnia que voltou da África do Sul no dia 22 de novembro e foi diagnosticada sete dias mais tarde. O caso francês, surgido na região da grande Paris, foi de um passageiro vindo da Nigéria.

Conselheiro do governo francês, Jean-François Delfraissy disse à televisão BFM que o "verdadeiro inimigo" por ora ainda é a variante Delta, que se dissemina em uma quinta onda.

"Provavelmente veremos um aumento progressivo da variante Ômicron, que superará a Delta", possivelmente até o final de janeiro, disse ele.

A infecção francesa de Ômicron emergiu na esteira de um caso encontrado na ilha francesa de La Réunion, no Oceano Índico, no mês passado.

As empresas aéreas dos EUA foram instruídas a fornecer os nomes dos passageiros chegando de partes da África do Sul, mostrou uma carta do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) vista pela Reuters.

Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, disse na quarta-feira que pode levar duas semanas ou mais para se ter ideia do quão facilmente a variante se espalha, da gravidade da doença que ela causa e se ela consegue driblar as vacinas disponíveis atualmente.

As ações europeias caíam nesta quinta-feira, acompanhando a queda nas ações norte-americanas devido a temores em torno da variante Ômicron do coronavírus e a possibilidade de altas precoces nas taxas de juros.

(Das redações da Reuters)

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