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EUA dialoga com Taiwan sobre comércio apesar das advertências da China

·2 minuto de leitura
A representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, em maio de 2021 no Congresso americano

A representante comercial dos Estados Unidos teve uma reunião virtual nesta quinta-feira (10) com um ministro taiwanês para discutir as relações comerciais entre Washington e Taipé, desafiando as advertências da China.

Katherine Tai ressaltou ao ministro taiwanês sem pasta John Deng "a importância da relação comercial e de investimentos entre os Estados Unidos e Taiwan", segundo um comunicado de seu gabinete.

Os dois se comprometeram a reativar a instância encarregada do diálogo comercial bilateral, no congelador desde 2016. Esta reunião ocorrerá "nas próximas semanas", confirmou o escritório taiwanês de negociações econômicas e comerciais em um comunicado.

Tai também "expressou o interesse persistente dos Estados Unidos em trabalhar com Taiwan" nas prioridades comuns "dentro das organizações multilaterais".

O encontro ocorre depois que o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos iriam estabelecer "em breve" as "discussões com Taiwan" sobre "algum tipo de acordo-quadro" no campo comercial.

Isso despertou a ira da China, que considera Taiwan uma província rebelde e ameaça usar a força em caso de uma proclamação formal de independência ou uma intervenção externa.

O porta-voz do ministro chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, instou Washington a "deter qualquer forma de intercâmbios oficiais com Taiwan".

Os Estados Unidos devem "tratar o assunto de Taiwan com cautela e se abster de enviar sinais errados às forças separatistas" da ilha, acrescentou.

Este foi o primeiro contato de alto nível entre Taiwan e o governo de Joe Biden, visivelmente decidido a desfiar as advertências da China.

Taiwan saudou um diálogo "cordial e construtivo" e ressaltou seu "importante papel na cadeia de abastecimento internacional", atualmente sob forte pressão com a recuperação das grandes economias saindo da pandemia. Informou, ainda, que é "um sócio de confiança para os Estados Unidos".

- Tensões persistentes -

Estados Unidos e China travam uma guerra comercial aberta em 2018 por meio de tarifas alfandegárias punitivas pelo ex-presidente Donald Trump.

Biden retomou este confronto com Pequim e denuncia sistematicamente "a autocracia" chinesa.

A representante taiwanesa nos Estados Unidos foi convidada à cerimônia de posse do presidente democrata em janeiro, o que não acontecia desde que Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé em 1979 para reconhecer Pequim como representante oficial da China.

Os Estados Unidos são o principal aliado de Taiwan e seu maior fornecedor de armas.

Nos últimos meses, Washington vem advertindo reiteradamente a China contra qualquer tentativa de mudar "pela força" o status quo em relação a Taipé.

"Taiwan deve ter os meios de se defender", disse Antony Blinken na segunda-feira. "Continuamos provendo equipamentos a Taiwan com este fim", acrescentou.

Em Washington, multiplicam-se os apelos para que o governo se comprometa publicamente em defender militarmente a ilha em caso de agressão chinesa.

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