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EUA desiste de sancionar Nord Stream 2, construtora de um gasoduto Rússia-Alemanha

·2 minuto de leitura
Tbos a serem usados na construção de um gasoduto da Nord Stream 2 entre a Rússia e a Alemanha

O governo do presidente americano, Joe Biden, retirou nesta quarta-feira (19) suas sanções contra a Nord Stream 2, empresa responsável pela construção de um gasoduto entre a Rússia e a Alemanha, controlada pela Rússia, que Washington havia classificado anteriormente como um risco para a segurança geopolítica.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou em uma carta ao Congresso que renunciar às sanções originais estabelecidas para a Nord Stream 2 AG, com sede na Suíça, e seu principal executivo, Matthias Warnig, "é do interesse nacional dos Estados Unidos".

A medida diminui as tensões crescentes entre Washington e Berlim sobre o projeto, que a Alemanha e outros países europeus consideram crucial para garantir o fornecimento de energia a longo prazo na região.

A Alemanha rejeitou a iminente imposição de sanções como uma interferência em seus assuntos internos.

Na manhã desta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, saudou a atitude americana tão esperada como uma medida conciliatória.

"Entendemos que as decisões que foram tomadas em Washington levam em consideração a relação verdadeiramente extraordinária que foi construída com o governo Biden", comemorou Maas.

O Departamento de Estado aprovou sanções contra várias embarcações e pequenas empresas e organizações envolvidas na construção e gestão do gasoduto.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também saudou a decisão americana, dizendo: "É melhor do que ler anúncios de novas sanções".

Mas a medida foi fortemente criticada pelo senador republicano Jim Risch, que chamou a desistência de "um presente para (o presidente russo Vladimir) Putin que apenas enfraquecerá a influência dos Estados Unidos na preparação para a iminente cúpula Biden-Putin".

"O governo está priorizando supostos interesses alemães e russos sobre os de nossos aliados na Europa Central, Oriental e do Norte", concluiu Risch em um comunicado.

pmh/bfm/gma/am

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