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EUA: déficit fiscal histórico por pandemia supera US$ 3 trilhões

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(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.
(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.

O déficit fiscal dos Estados Unidos atingiu um novo recorde em 2020 de mais de 3 trilhões de dólares devido aos gastos para conter a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, informou o Departamento do Tesouro nesta sexta-feira (16). 

O déficit fiscal federal para o ano fiscal de 2020, encerrado em setembro, atingiu 3,13 trilhões de dólares, em comparação aos 984 bilhões em 2019, segundo o Tesouro. 

O aumento das despesas, mas também a queda na arrecadação de impostos, desencadearam o déficit de 218% em relação ao ano anterior. 

É o maior déficit em contas públicas da história dos Estados Unidos, mais que o dobro do recorde anterior registrado em 2009 quando, em plena recessão por conta da crise das hipotecas, as contas ficaram no negativo em 1,4 trilhão de dólares. 

As receitas do Tesouro chegaram a 3,42 trilhões de dólares, abaixo do esperado neste ano pandêmico, devido a uma quebra brutal da atividade econômica a partir de março, após as medidas de confinamento para enfrentar a covid-19. 

A queda na renda das empresas e das famílias reduziu o pagamento de impostos. No entanto, foi o gasto público que aumentou "consideravelmente", o que explica grande parte do aumento do déficit, afirmou o Tesouro em comunicado. 

Os gastos do governo federal cresceram 47% em relação ao ano fiscal de 2019, chegando a 6,5 trilhões de dólares. 

Cheques diretos às famílias, ajudas adicionais aos desempregados, empréstimos a pequenas e médias empresas: o plano de reativação adotado no final de março pela Casa Branca e pelo Congresso previa 2,2 trilhões de dólares de recursos para injetar na economia via consumidores e empresas, e recebeu 500 bilhões a mais em abril.

jul/vmt/mr/ll/cc/mvv