EUA: Déficit em conta corrente cai para US$ 107,51 bi

O déficit em conta corrente dos Estados Unidos caiu para US$ 107,51 bilhões no terceiro trimestre, ou 2,7% do produto interno bruto (PIB), segundo divulgou hoje o Departamento do Comércio. Este é o menor déficit trimestral registrado no país desde os últimos três meses de 2010. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam déficit de US$ 102,0 bilhões no período de julho a setembro. Já o déficit do segundo trimestre foi revisado para US$ 118,11 bilhões (3,0% do PIB), da leitura anterior de US$ 117,41 bilhões.

A queda no déficit em conta corrente - que mede o comércio de bens e serviços e também inclui remessas e recebimento de juros e lucros - foi resultado de uma retração no déficit comercial, que caiu para US$ 124,49 bilhões no terceiro trimestre, de US$ 137,42 bilhões no segundo trimestre. O recuo se deve principalmente à diminuição das importações de petróleo.

As exportações de bens ficaram praticamente estáveis no terceiro trimestre, enquanto os pagamentos de serviços tiveram elevação. O maior acréscimo foi de royalties e taxas de licença, que incluíram pagamentos pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos.

Além disso, um novo superávit na conta de renda também ajudou a reduzir o déficit em conta corrente, embora o resultado tenha sido menor que o do trimestre anterior. O superávit da conta de renda caiu para US$ 50,82 bilhões no terceiro trimestre, de US$ 52,05 bilhões nos três meses anteriores.

As transferências unilaterais, que incluem ajuda estrangeira dos EUA para outros países e recursos de trabalhadores estrangeiros para famílias que vivem fora país, subiram para US$ 33,84 bilhões no último trimestre, de US$ 32,74 bilhões no segundo trimestre. Esse item contribui para o déficit em conta corrente.

Apesar da diminuição, a manutenção de um déficit em conta corrente exige que os EUA atraiam grandes quantias de financiamento do exterior, inclusive da China, ou o dólar perde seu valor. As compras estrangeiras privadas de Treasuries excederam as vendas em US$ 47,9 bilhões no terceiro trimestre, representando um aumento de US$ 6,0 bilhões em relação ao trimestre anterior, de acordo com o Departamento do Comércio.

Em outubro, a China continuou sendo o maior detentor de Treasuries, com o volume crescendo em US$ 7,9 bilhões, para US$ 1,162 trilhão, segundo dados divulgados ontem. As informações são da Dow Jones.

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