EUA criam margem de US$ 200 milhões e evitam calote

Diante da incerteza sobre o acordo entre a Casa Branca e o Congresso para evitar o abismo fiscal a partir de 1.º de janeiro, o Departamento do Tesouro conseguiu ontem postergar seu pedido aos parlamentares para elevar o teto da dívida pública federal. Com isso, foi afastado o risco de o país declarar a suspensão de pagamentos de obrigações da dívida e de gastos correntes logo no início de 2013.

A iniciativa foi detalhada em carta do secretário do Tesouro, Timothy Geithner para o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, à qual o Estado teve acesso.

No texto, Geither explica ter adotado quatro medidas para criar uma margem de US$ 200 milhões entre o valor atual da dívida e o teto definido por lei, de US$ 16,4 bilhões. O Tesouro suspendeu a vendas de títulos para Estados e municípios, os aportes a dois fundos de aposentadoria de servidores federais, os reinvestimentos no fundos do governo de securitização e no de estabilização do câmbio.

Geithner explicou, na carta, não saber até quando essa margem de US$ 200 milhões durará. "Sob circunstâncias normais, o valor dessa margem poderia durar aproximadamente dois meses. Entretanto, dada a significativa incerteza que hoje existe sobre as políticas tributária e de gastos para 2013, não é possível prever a efetiva duração dessas medidas", informou ao senador.

A iniciativa antecipa o pessimismo do governo Obama sobre a conclusão de um acordo fiscal até 31 de dezembro. Sem o acerto, disse Geithner, a duração da margem deverá ser maior. Mas o país cairá no abismo fiscal. O corte automático de gastos públicos, de US$ 560 bilhões em dez anos, e a eliminação de benefícios fiscais hoje vigentes para os americanos mais ricos e a classe média tenderão a levar a economia americana a uma nova recessão.

Ainda na estaca zero, as negociações deverão ser retomadas hoje. Com o risco de suspensão de pagamentos afastado, o poder de barganha dos republicanos reduziu-se. O presidente dos EUA, Barack Obama, se mostra disposto a fechar um acordo menos ambicioso, com medidas de curto prazo e a postergação do plano de ajuste nas contas públicas até 2022. Faltam apenas quatro dias para o prazo final.

O desespero da Casa Branca é visível. Barack Obama antecipou seu retorno do Havaí, onde passou o Natal com a família, para desembarcar na manhã de hoje em Washington e retomar as conversas. Seu principal aliado, o senador democrata Harry Reid, estará a postos. O republicano John Boehner, presidente da Câmara, ainda não chamou sua base para Washington.

O impasse criado na sexta-feira se manteve congelado nos dias de festa. Boehner sofrera uma rebelião dos republicanos radicais (Tea Party) na noite anterior. O grupo recusou-se a votar em favor de sua proposta, o chamado Plano B, que envolvia a aplicação da alíquota regular de Imposto de Renda para americanos com ganhos anuais superiores a US$ 1 milhão.

Desde 2006, os contribuintes com renda acima de US$ 250 mil - 2% dos americanos - têm o benefício de pagar uma alíquota reduzida. Atado a sua promessa de campanha eleitoral, Obama quer acabar com a benesse e garantir o IR reduzido apenas para a classe média e as pequenas empresas. Chegou a fazer uma concessão: elevar o piso de US$ 250 mil para US$ 400 mil. Mas, para o Tea Party, o retorno da cobrança original sobre os mais ricos soa como blasfêmia.

O governo Obama pode forçar a aprovação de sua proposta no Senado, de maioria democrata. Mas terá de convencer pelo menos 26 deputados da oposição a votar em favor do projeto. Seus alvos serão os 34 republicanos que devem se aposentar ou não foram reeleitos.

cotações recentes

 
Cotações recentes
Símbolo Preço Variação % Var 
Seus tickers vistos mais recentemente aparecerão aqui automaticamente se você digitou um ticker no campo "Inserir símbolo/empresa" na parte inferior deste módulo.
É necessário permitir os cookies do seu navegador para ver as cotações mais recentes.
 
Entre para ver as cotações nos seus portfólios.

Resumo do Mercado

  • Moedas
    Moedas
    NomePreçoVariação% Variação
    3,2411-0,0032-0,10%
    USDBRL=X
    3,6442-0,0055-0,15%
    EURBRL=X
    0,8893+0,0008+0,09%
    USDEUR=X
  • Commodities
    Commodities
    NomePreçoVariação% Variação

Destaques do Mercado

  • Líderes em Volume
    Líderes em Volume
    NomePreçoVariação% Variação
    13,40-0,29-2,12%
    PETR4.SA
    3,54-0,09-2,48%
    GOAU4.SA
    8,41-0,10-1,18%
    ITSA4.SA
    3,53-0,04-1,12%
    USIM5.SA
    2,72+0,18+7,09%
    OIBR4.SA
  • Altas %
    Altas %
    NomePreçoVariação% Variação
    2,19+0,44+25,14%
    REDE3.SA
    26,90+4,40+19,56%
    GPCP3.SA
    63,41+8,42+15,31%
    USSX34.SA
    1,89+0,20+11,83%
    LIXC3.SA
    7,75+0,61+8,54%
    USIM3.SA
  • Baixas %
    Baixas %
    NomePreçoVariação% Variação
    5,00-1,35-21,26%
    IMBI3.SA
    2,30-0,49-17,56%
    TXRX4.SA
    3,28-0,48-12,77%
    CTNM3.SA
    3,50-0,50-12,50%
    ALUP4.SA
    5,34-0,65-10,85%
    CRPG5.SA