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EUA avançam em campanha para conter avanço de 5G da Huawei

Todd Shields, Thomas Seal e Nick Wadhams

(Bloomberg) -- A campanha dos Estados Unidos para conter a influência da chinesa Huawei Technologies ganha impulso. O governo Trump tem conseguido bloquear a oferta de microchips vitais para a empresa, enquanto o governo de Pequim causa consternação em ambos os lados do Atlântico por sua postura sobre Hong Kong e a pandemia de coronavírus.

O Reino Unido reavalia a escolha da Huawei, enquanto operadoras na Dinamarca e Cingapura optaram por outros provedores para suas redes de telecomunicações. Enquanto isso, Alemanha e França examinam o papel da empresa de que os EUA acusam de roubo, violação de sanções e de abrir caminho para espionagem.

Há apenas alguns meses, os EUA tentavam convencer aliados a não usarem o equipamento da Huawei. Mas em maio, o governo de Washington deixou a Huawei atada a uma tecnologia desatualizada, negando-lhe o acesso a chips feitos com tecnologia dos EUA. A mudança pode criar uma desvantagem permanente para a Huawei, sem poder atualizar e manter redes 5G de ponta que serão a espinha dorsal das comunicações nas próximas décadas.

Ao mesmo tempo, a política tem sido cruel com as ambições da Huawei. Autoridades na Europa e EUA têm criticado a China sobre a condução da pandemia de Covid-19. E o governo de Pequim atraiu críticas por preparar leis de segurança nacional para Hong Kong, um passo visto como ameaça à autonomia da cidade.

“Há dois anos, ninguém se preocupava em comprar produtos da Huawei; isso não é mais verdade”, disse James Lewis, diretor do programa de política de tecnologia do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington. Ele vê “algum progresso” ao convencer outros países em banir a Huawei, “embora muito aquém de um banimento total”.

Como a Huawei está sujeita ao controle do Partido Comunista da China, a empresa pode ser obrigada por lei a cooperar com o aparato de segurança do país, e foi implicada em espionagem, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. O Pentágono soou o alarme na quarta-feira, incluindo a Huawei em uma lista de 20 empresas que seriam pertencentes ou controladas por militares da China, abrindo caminho para possíveis novas sanções dos EUA.

Rob Manfredo, porta-voz da Huawei nos EUA, não respondeu a um pedido de comentário.

A Huawei nega as acusações de espionagem, dizendo que perderia clientes se não fosse confiável. A companhia com sede em Shenzhen diz que é uma empresa privada que não pode ser dirigida pelo governo de Pequim e que nenhuma lei chinesa exige que empresas nacionais privadas se envolvam em espionagem cibernética.

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