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EUA autorizam terceira dose de Pfizer para idosos e grupos de risco

·2 minuto de leitura
Homem usando máscara e faceshield na sede da Pfizer em Nova York (AFP/Kena Betancur)

Os Estados Unidos autorizaram nesta quarta-feira (22) a aplicação de uma terceira dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer para maiores de 65 anos, pessoas com alto risco de contrair uma forma grave da doença e aquelas em ambientes de alta exposição ao vírus.

Assim, dezenas de milhões de americanos poderão receber um reforço seis meses após a segunda injeção.

"A ação de hoje demonstra que a ciência e os dados atualmente disponíveis seguem guiando a tomada de decisões da FDA com relação às vacinas contra a covid-19 durante esta pandemia", disse Janet Woodcock, chefe em exercício da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA).

A decisão era esperada depois que um painel independente de especialistas convocado pela agência reguladora votou na semana passada a favor de recomendar a medida.

O mesmo grupo, no entanto, recusou uma proposta inicial da Pfizer, apoiada pelo governo do presidente Joe Biden, para aprovar reforços para qualquer pessoa com mais de 16 anos de idade.

O painel, que inclui virologistas, pesquisadores de doenças contagiosas e epidemiologistas, concluiu que o risco-benefício é diferente para os jovens, especialmente os homens com risco de miocardite.

O uso de terceiras doses da Pfizer está atualmente sendo analisado por outro painel de especialistas convocado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que pode fazer outras recomendações sobre quem é elegível para receber o reforço.

Por exemplo, caso a obesidade gere em uma pessoa "um alto risco de (sofrer) covid severa", isso abrangeria mais de 42% da população dos Estados Unidos.

Os CDC também terão que decidir quais locais de trabalho - entre outras coisas - podem apresentar “riscos frequentes de exposição institucional ou ocupacional ao SARS-CoV-2”.

A FDA sugeriu que sejam incluídos "profissionais de saúde, professores, cuidadores, funcionários de depósitos, presidiários e desabrigados".

Aqueles que foram vacinados com os imunizantes da Moderna ou da Johnson & Johnson estão agora esperando para saber se receberão outra dose.

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