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EUA autoriza Boeing 737 MAX a voar de novo

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737 MAX da American Airlines no aeroporto de Renton, perto de Seattle, em 10 de novembro de 2020
737 MAX da American Airlines no aeroporto de Renton, perto de Seattle, em 10 de novembro de 2020

Os reguladores dos Estados Unidos autorizaram, nesta quarta-feira (18), o retorno do Boeing 737 MAX aos céus, quase dois anos depois de sua imobilização, devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos em cinco meses.

A aeronave não voltará a voar de forma imediata em todo mundo, já que as autoridades do setor aéreo de outros países decidiram realizar suas próprias certificações.

A Agência Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou, em seu comunicado, que ainda deve aprovar a formação necessária para os pilotos antes de qualquer voo do 737 MAX sobre o espaço aéreo dos Estados Unidos.

As companhias aéreas também terão de fazer trabalhos de manutenção nos aviões estacionados nas pistas dos aeroportos por mais de 20 meses.

A American Airlines já programou um voo para o fim de dezembro.

Já os aparelhos estocados na Boeing deverão ser examinados por um inspetor da FAA antes de serem enviados para os clientes.

Ainda assim, o CEO da Boeing, David Calhoun, afirmou que a decisão constitui "uma etapa importante".

"Estes acontecimentos e as lições que aprendemos com elas remodelaram nosso negócio, que se concentrou mais em nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade", acrescentou Calhoun, em um comunicado, no qual também disse estar pronto para trabalhar com os reguladores do mundo inteiro para uma rápida retomada do serviço.

O 737 MAX retorna no momento em que o setor se encontra muito afetado pela pandemia de coronavírus, uma situação que levou a Boeing a perder 393 pedidos nos primeiros dez meses do ano.

Hoje, o fabricante aeronáutico com sede em Seattle conta com 450 aeronaves em estoque.

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