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EUA sanciona banco cubano em Londres

·3 minuto de leitura
Homem anda de bicicleta nas ruas de Havana

O governo americano atingiu, nesta quinta-feira (30), o sistema financeiro de Cuba, anunciando sanções contra o Havin Bank Ltd., também conhecido como Havana Internacional Bank, uma entidade de capitais cubanos com sede em Londres.

O Departamento do Tesouro americano anunciou que a entidade foi incluída na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), que proíbe qualquer transação com indivíduos e entidades americanas.

Em funcionamento desde agosto de 1973, este é o único banco de capitais cubano a operar fora da ilha. Seu principal acionista é o Banco Central de Cuba, de acordo com dados divulgados por este emissor.

Com uma localização privilegiada na cidade de Londres, o banco possui uma rede de 400 correspondentes em todo mundo.

Essas sanções ocorrem no momento em que o governo comunista da ilha caribenha abriu a circulação de dólares, permitindo a venda de alimentos em moeda estrangeira em alguns comércios estatais.

Desde sua chegada ao poder em 2017, o presidente americano Donald Trump reverteu a aproximação com Cuba promovida por seu antecessor democrata Barack Obama, endurecendo o bloqueio à ilha em vigor desde 1962 depois da revolução de Fidel Castro, sob o argumento de violações de direitos humanos dos cubanos e apoio ao mandatário venezuelano Nicolás Maduro.

"Os Estados Unidos estão pressionando cada vez mais o regime de Castro para deter a representação de seus cidadãos e sua intervenção em outros países, especialmente na Venezuela", disse em teleconferência de imprensa o principal diplomata americano para América Latina, Michael Kozak.

O alto funcionamento disse que a política em relação a Havana busca "restringir" toda a entrada de mercadorias "para obrigar o regime a enfrentar as deficiências do modelo proposto e permitir uma maior liberdade seu próprio povo".

"Com essa finalidade, estamos expondo a verdade sobre o programa de missões médicas cubanas, um esquema de fazer dinheiro disfarçado de assistência humanitária. Estamos desencorajando a viagem e a permanência em hotéis administrados pelo exército cubano. E estamos tentando quebrar o monopólio que os militares cubanos estabeleceram no processamento de remessas", afirmou.

- Mojito de Castro -

Kozak, que nesta semana alertou no Twitter contra o consumo de rum e tabaco cubano, produtos emblemáticos que ele acusou de financiar a "ditadura" na ilha, disse em um tuíte que "é hora de congelar os lucros do governo cubano para tráfico de bens confiscados".

Em uma foto com o selo Cuba#Liberdad, ele publicou a seguinte "receita": "Mojito clássico, estilo Castro: 1 parte de rum (roubado), 1 parte de açúcar (roubado), limão (roubado), hortelã (esmagada, como a oposição política)".

Na quarta-feira, um tuíte de formato semelhante advertiu: "Comprador, tenha cuidado": "Em 1960, os camaradas de Castro roubaram todos os ativos estrangeiros em Cuba: eles tomaram empresas, destruíram fazendas, saquearam empresas. As empresas estrangeiras que fazem negócios hoje em Cuba devem ter cuidado: já fizeram isso antes, farão novamente".

Consultado pela AFP, John S. Kavulich, presidente da organização Conselho de Comércio e Economia entre os Estados Unidos e Cuba, explicou que a estratégia da OFAC é "criar e depois manter a toxicidade".

"O governo de Trump quer tornar todas as transações que envolvem exportações, importações ou serviços que venham a Cuba mais caras, ineficientes e complicadas", indica Kavulich.

Para o especialista, a medida contra o Havin Bank Ltd. também é "um sinal para o governo do Reino Unido".

Em março de 2019, o príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica, preparou um mojito em sua histórica visita a Havana, considerada um apoio ao turismo da ilha em meio a tensões entre Cuba e os Estados Unidos.