Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.380,49
    -948,51 (-0,80%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.126,51
    +442,96 (+0,99%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,94
    +0,17 (+0,32%)
     
  • OURO

    1.854,30
    -0,90 (-0,05%)
     
  • BTC-USD

    32.581,52
    -865,72 (-2,59%)
     
  • CMC Crypto 200

    653,79
    -23,11 (-3,41%)
     
  • S&P500

    3.855,36
    +13,89 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    30.960,00
    -36,98 (-0,12%)
     
  • FTSE

    6.638,85
    -56,22 (-0,84%)
     
  • HANG SENG

    30.159,01
    +711,16 (+2,41%)
     
  • NIKKEI

    28.822,29
    +190,84 (+0,67%)
     
  • NASDAQ

    13.463,25
    -12,25 (-0,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6362
    -0,0158 (-0,24%)
     

EUA aprovam oficialmente o remdesivir como 1º medicamento contra a COVID-19

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Na quinta-feira (22), os Estados Unidos aprovaram oficialmente — aqui, não se trata de uma aprovação emergencial — o primeiro medicamento para o tratamento da COVID-19. Mais especificamente, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou o uso do remédio Veklury, nome comercial do antiviral remdesivir, para o tratamento de pacientes contaminados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) apenas em hospitais.

De acordo com a nota da agência federal norte-americana, o medicamento fabricado pela farmacêutica Gilead reduziu o tempo de recuperação em média cinco dias durante os testes clínicos de pacientes hospitalizados por causa da COVID-19. "Veklury é o primeiro tratamento para COVID-19 a receber a aprovação do FDA", ressalta o comunicado oficial da agência.

O antiviral remdesivir é o primeiro remédio a ser aprovado oficialmente pelos EUA no combate da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Christine Sandu/ Unsplash)
O antiviral remdesivir é o primeiro remédio a ser aprovado oficialmente pelos EUA no combate da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Christine Sandu/ Unsplash)

Entretanto, o medicamento só é autorizado "para uso em pacientes adultos e pediátricos com 12 anos de idade ou mais e pesando pelo menos 40 kg (cerca de 88 libras) para o tratamento da COVID-19 que requer hospitalização", esclarece a agência. Até o momento, os ensaios clínicos para aprovação do remédio para a população pediátrica e para pessoas não hospitalizadas ainda estão em andamento.

“A aprovação de hoje é apoiada por dados de vários ensaios clínicos que a agência avaliou rigorosamente e representa um importante marco científico na pandemia da COVID-19. Como parte do Programa de Aceleração de Tratamento de Coronavírus da FDA, a agência continuará a ajudar a mover novos produtos médicos para os pacientes o mais rápido possível, enquanto ao mesmo tempo determina se eles são eficazes e se seus benefícios superam seus riscos", explicou o comissário do FDA, Stephen M. Hahn.

Segundo Hahn, a decisão da FDA foi apoiada pela análise de dados de "três ensaios clínicos randomizados e controlados que incluíram pacientes hospitalizados com COVID-19 leve a grave". Inclusive, um dos estudos demonstrou que "o tempo médio de recuperação da COVID-19 foi de 10 dias para o grupo Veklury em comparação com 15 dias para o grupo do placebo".

Remdesivir contra a COVID-19

Aprovado agora para o uso contra a COVID-19, o remdesivir é um antiviral que já foi testado contra o Ebola e mostrou alguma eficácia para SARS (síndrome respiratória aguda grave) e MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio). No contexto da pandemia, o medicamento recebeu autorização de uso emergencial para os pacientes contaminados, emitido pela FDA ainda em maio deste ano.

Mesmo que a aprovação do primeiro medicamento contra a COVID-19 seja uma boa notícia, sua eficácia no tratamento não é consenso entre os especialistas da área da saúde. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o remdesivir teve pouco ou nenhum efeito na sobrevida dos pacientes, a partir de outras pesquisas clínicas desenvolvidas pelo projeto Solidarity.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: