Mercado fechado

EUA aplica sanção financeira contra influente político libanês por corrupção

·1 minuto de leitura
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 26 de novembro de 2019, o Ministro das Relações Exteriores libanês Gebran Bassil discursa em uma conferência de imprensa após a cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação diplomática no Ministério do Comércio em Budapeste. O Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Bassil em 6 de novembro de 2020, alegando que ele está por trás da corrupção de bilhões de dólares que deixou a economia do país em ruínas.
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 26 de novembro de 2019, o Ministro das Relações Exteriores libanês Gebran Bassil discursa em uma conferência de imprensa após a cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação diplomática no Ministério do Comércio em Budapeste. O Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Bassil em 6 de novembro de 2020, alegando que ele está por trás da corrupção de bilhões de dólares que deixou a economia do país em ruínas.

O Tesouro dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (6) sanções financeiras contra o influente político libanês Gebran Bassil, sob a acusação de "corrupção" e desfalque financeiro. 

Utilizando a chamada lei "Magnitsky", o departamento do Tesouro anunciou em um comunicado que congelou todos os ativos nos Estados Unidos de Bassil, genro do presidente Michel Aoun e ex-ministro de Relações Exteriores e de Energia, e pediu aos bancos libaneses que realizam transações em dólares que congelem seus ativos naquele país.

"A corrupção do sistema político libanês personificado por Bassil tem ajudado a prejudicar as tentativas de um governo eficaz na resposta às necessidades do povo libanês", justificou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. 

A lei "Magnitsky", que leva o nome de um advogado russo que morreu em uma prisão de Moscou após expor um caso de corrupção, foi aprovado nos Estados Unidos em 2012 para lutar contra a impunidade internacional das pessoas e entidades acusadas de violar os direitos humanos e cometer graves atos de corrupção.

Chefe do Movimento Patriótico Livre (MPL), Bassil também foi ministro de Telecomunicações, informou o Tesouro, lembrando que o Líbano atravessa uma profunda crise econômica há um ano devido aos sucessivos fracassos de governos libaneses e que foram agravados por uma trágica explosão em 4 de agosto no porto de Beirute.

sl/iba/ll/llu/gf