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EUA anunciam que vão doar 20 milhões de doses de vacinas aprovadas no país

·4 minuto de leitura

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Joe Biden anunciou nesta segunda-feira (17) que os Estados Unidos vão compartilhar com outros países mais 20 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 até o fim de junho.

O número se soma aos 60 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca que a Casa Branca já havia se comprometido a distribuir, totalizando 80 milhões de doses enviadas pelos americanos ao exterior.

Em pronunciamento, Biden não detalhou quais nações receberão as vacinas --o Brasil tenta, desde março, conseguir excedentes de doses dos americanos--, mas disse que o montante distribuído representa 13% de todos os imunizantes produzidos nos EUA até o mês que vem.

"Hoje estamos dando mais um passo para ajudar o mundo. Sabemos que os EUA nunca estarão totalmente seguros enquanto esta pandemia se alastrar globalmente", disse o presidente. "Até o final de junho, quando teremos recebido vacinas em quantidade suficiente para proteger a todos nos EUA, vamos compartilhar pelo menos 20 milhões dessas doses extras com outros países. Isso significa que, nas próximas seis semanas, os EUA enviarão 80 milhões de doses para o exterior."

O governo americano comprou vacinas para imunizar três vezes toda a população de 330 milhões de pessoas e já aplicou ao menos uma dose em 60% dos adultos do país --ou em 47% do total de residentes.

Com a compra antecipada, a Casa Branca pode decidir o que fazer com as doses, que são de posse do governo federal.

Em sua fala de cerca de 15 minutos, Biden disse que iria trabalhar com o consórcio Covax Facility, iniciativa vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), e outros parceiros para tentar garantir uma distribuição igualitária a quem precisa, mas não enumerou quais países poderão receber as doses.

"Não usaremos nossas vacinas para garantir favores de outros países. Trabalharemos com a Covax e outros parceiros para assegurar que as vacinas sejam distribuídas de forma equitativa e de acordo com a ciência e com os dados de saúde pública."

Segundo auxiliares do presidente, a força-tarefa da Casa Branca para a pandemia e o Conselho de Segurança Nacional debaterão o destino das doações, junto ao Departamento de Estado.

Sob pressão internacional para compartilhar doses com países pobres e em desenvolvimento, Biden ressaltou que a medida era a coisa "certa e mais inteligente" a fazer, inclusive diante da guerra da diplomacia da vacina que opõe as principais potências.

"De repente, compartilhamos mais vacinas do que qualquer outro país até hoje. Cinco vezes mais do que a Rússia e a China, que doaram 15 milhões de doses até agora. Muito se fala da influência da Rússia e da China no mundo das vacinas. Queremos liderar o mundo com nossos valores."

Biden e diversos governadores têm estimulado a vacinação no país, inclusive entre turistas que visitam os EUA, já que hoje a quantidade de vacina oferecida é maior que a procura em vários lugares.

O presidente disse que nesta segunda, pela primeira vez desde o início da pandemia, o número de casos de Covid-19 caía em todos os 50 estados americanos, mas pediu que a população não baixe a guarda.

Biden explicou que os novos 20 milhões de doses compartilhadas serão provenientes das levas das três vacinas que já foram aprovadas para uso nos EUA: Moderna, Pfizer e Johnson & Johnson --as duas primeiras necessitam de duas doses para eficácia completa, a última, de apenas uma.

Já as doses da AstraZeneca devem receber o aval da FDA, agência americana que regulamenta medicamentos, antes de serem enviadas para o exterior.

As três vacinas aprovadas nos EUA são produzidas no próprio país, e o governo Biden invocou a Lei de Produção de Defesa, da época da Guerra da Coreia (1950-1953), para dar às empresas acesso aos suprimentos necessários para fabricar e embalar vacinas, acelerando ainda mais o processo.

A legislação permite que o presidente fortaleça a produção de empresas privadas para bens considerados estratégicos, como a vacina, e já havia sido utilizada diversas vezes por Donald Trump.

Os EUA haviam doado em março 4 milhões de doses da AstraZeneca para México e Canadá, mas o número destinado aos dois países vizinhos foi considerado simbólico. Depois disso, no fim de abril, houve o anúncio do compartilhamento das 60 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca que estavam parados nos estoques, sem autorização de uso concedida pela FDA.

Agora, com a aceleração da imunização no país e a promessa de volta ao normal em julho, Biden quer dar um passo ruma à liderança da diplomacia da vacina, espaço que, até agora, estava sendo ocupado pelos seus principais rivais geopolíticos, China e Rússia.

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