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EUA anunciam normas para cortar 85% de gases usados em ar-condicionado e geladeira, vilões do clima

·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF: O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF: O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma nova medida, anunciada nesta quinta-feira (23), busca reduzir 85% do consumo de hidrofluorcarbonetos nos Estados Unidos dentro dos próximos 15 anos. A meta, se cumprida, deve evitar até o ano de 2100 um acréscimo de 0,5°C na temperatura do planeta.

Esses gases, importantes causadores do efeito estufa, normalmente são usados em equipamentos de refrigeração, como geladeira e ar-condicionado. Sua aplicação nessa indústria cresceu nas últimas décadas como substitutos dos clorofluorcarbonetos, os CFCs, que causam danos à camada de ozônio.

A regra foi emitida pela EPA (Agência de Proteção Ambiental) e começa a valer em 2022. No primeiro ano, tem a intenção de reduzir em 10% as emissões dos hidrofluorcarbonetos.

Para chegar a essa porcentagem, a autarquia americana já informou que somente até 1º de outubro de 2021 emitirá as permissões de uso desses gases para o próximo ano.

A agência também afirmou que vai revisar a regra constantemente para manter em dia a meta de redução das emissões. Segundo dados divulgados pelo órgão, em 2029 a intenção é de já ter diminuído 70% o uso dos HFCs, sigla pela qual esses gases também são conhecidos.

Segundo estimativas, o programa apresentado nesta quinta reduzirá as emissões dos HFCs em 4,6 bilhões de toneladas de CO2. Essa quantidade equivale a aproximadamente três anos do que é emitido pelo setor de energia americano (considerando o número do ano de 2019).

"Cortar esses 'superpoluentes' climáticos protege nosso meio ambiente, fortalece nossa economia e demonstra que os Estados Unidos estão de volta quando se trata de liderar o mundo na abordagem da mudança climática e na redução do aquecimento global nos próximos anos", afirmou Michael S. Regan, administrador da EPA, à agência de notícias da entidade.

Além do meio ambiente, a regra também será importante para a economia. O órgão fez uma estimativa de que, em 28 anos de aplicação do programa, deverá existir uma economia acumulada de aproximadamente US$ 272 bilhões (algo em torno de R$ 1,44 trilhão).

A agência afirma ainda que a nova medida resultará no desenvolvimento de novas tecnologias menos poluentes para a indústria americana.

A EPA, para fazer cumprir as novas regras, disse também que trabalhará junto ao DHS (Departamento de Segurança Interna) para impedir o comércio e as importações ilegais dos HFCs.

A regra se alinha a outras ações e planos do governo Biden para diminuir o consumo de HFCs nos Estados Unidos a fim de barrar o aquecimento global, como o apoio a pesquisas ou a compras de outras substâncias que substituam esses gases mais prejudiciais.

Os HFCs estão entre os gases que devem ser cortados no planeta, de acordo com o Protocolo de Montreal, de 1987, conjunto de ações para mitigar a destruição da camada de ozônio. O tratado internacional inclui ainda, além dos HFCs e CFCs, os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrobromofluorcarbonos (HBFCs).

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