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EUA analisa imposto aos motoristas para destinar fundos à infraestrutura

·2 minuto de leitura
A Casa Branca analisa introduzir um imposto sobre a quilometragem dos veículos, cuja arrecadação seria destinada a renovar a infraestrutura do país

A Casa Branca analisa introduzir um imposto sobre a quilometragem dos veículos, cuja arrecadação seria destinada a renovar a infraestrutura do país, e que possivelmente será proposto nos próximos dias, disse o secretário de Transporte Pete Buttigieg nesta sexta-feira (26).

O ex-pré-candidato democrata disse à rede CNBC que um imposto deste tipo "é muito promissor", já que o governo de Joe Biden enfrenta pressão para encontrar formas de financiar melhorias de infraestrutura, uma meta que as duas últimas gestões presidenciais escaparam.

"O imposto sobre a gasolina costumava ser a maneira óbvia de fazer isso. Não é mais, então um imposto sobre as milhas percorridas por veículo (...) poderia ser uma outra maneira", disse Buttigieg.

Os impostos sobre as vendas de gasolina e diesel pagam as melhorias nas estradas e no transporte público nos Estados Unidos, mas se mais motoristas optarem por veículos elétricos, esse fluxo de receita será menos confiável, explicou Buttigieg.

"Vamos usar cada vez menos gasolina", acrescentou o secretário.

O presidente apresentará na quarta-feira em Pittsburgh seu plano de infraestrutura, que poderia custar até 3 trilhões de dólares e ser dividido em dois projetos.

As medidas estão destinadas a consertar estradas, pontes e aeroportos que existem há décadas e precisam de reparo, e incluirão os objetivos de ampliar a educação e as férias pagas.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse nesta semana que Biden poderia propor aumentar os impostos corporativos de 21% para 28%, mas preferiria fazer isso como parte de um acordo com outros países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre um imposto mínimo global.

Esses gastos viriam depois de Biden conseguir a aprovação do Plano de Resgate Americano de 1,9 trilhão de dólares este mês, o terceiro grande pacote de ajuda aprovado pelo Congresso para apoiar os consumidores e empresas após o desastre causado pela pandemia.

Essas despesas aumentaram a dívida e o déficit orçamentário para níveis recordes em 2020, o que elevou a pressão do Congresso para que Biden encontre formas de pagar suas futuras propostas de gastos.

Ao abordar a possível oposição dos republicanos - minoria na Câmara dos Representantes e no Senado -, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse aos jornalistas nesta sexta-feira que Biden "acredita que há um histórico de apoio ao investimento em infraestrutura" e espera um acordo.

Dt/vmt/cs/ft/dga/aa