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EUA ainda estão "um pouco abaixo" de meta de empregos para redução de estímulo, diz Brainard, do Fed

·2 minuto de leitura
Lael Brainard, diretora do Fed

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O emprego nos Estados Unidos "ainda está um pouco abaixo da marca" para que o Federal Reserve comece a reduzir suas compras mensais de títulos, disse Lael Brainard, diretora do Fed, nesta segunda-feira, destacando o risco de que a pandemia ressurgente continue a limitar as contratações à frente.

Brainard, repetindo a linguagem adotada na declaração de política monetária mais recente do Fed, disse concordar que se as contratações continuarem "como eu espero", a economia "pode em breve atingir a marca" que justificaria reduzir os 120 bilhões de dólares do Fed em compras mensais de títulos.

Mas, em comentários preparados para uma conferência da National Association for Business Economics, ela também alertou que a desaceleração nas contratações vista em agosto pode continuar, conforme a propagação da variante Delta do coronavírus atinge restaurantes, viagens e outras partes da economia.

"Precisamos ser humildes quanto à nossa capacidade de antecipar corretamente as condições econômicas futuras, dada a imprevisibilidade do vírus", disse Brainard.

Ela tem sido uma voz influente na política monetária desde que entrou no Fed, em 2014, e seus comentários indicam como a decisão final do banco central sobre quando reduzir as compras de títulos pode depender do próximo relatório de empregos do governo, referente a setembro.

O documento, que será divulgado em 8 de outubro, será o último relatório de emprego que o Fed terá antes de sua reunião de política monetária do início de novembro.

A recuperação da participação na força de trabalho também está atrasada, disse Brainard, um fato que distorce os dados que mostram, por exemplo, que há mais vagas de empregos do que desempregados. Ela disse estar confiante de que, com o tempo, as pessoas que deixaram a força de trabalho começarão a procurar empregos novamente.

Ela disse que também está confiante de que a inflação atualmente elevada é em grande parte impulsionada por fatores que arrefecerão com o tempo.

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