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EUA adota novas sanções contra a Síria, de olho no petróleo

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(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.
(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.

Os Estados Unidos impuseram nesta segunda-feira (9) novas sanções contra parlamentares e autoridades militares sírios, acusados de apoiar a produção de petróleo em benefício do governo de Bashar Al Assad.

O Tesouro e o Departamento de Estado incluíram um total de 19 pessoas e entidades na lista de sancionados, entre elas as petroleiras Arfada Petroleum Private Joint Stock Company e Sallizar Shipping SAL, sediadas no Líbano e na Síria, respectivamente, bem como seus executivos.

Também constam da lista o chefe de inteligência da força aérea, Ghassan Jaoudat Ismaïl, e o de outra organização de inteligência, Nasr Al-Ali. 

Todos os bens nos Estados Unidos dos sancionados serão congelados e não poderão nem operar no sistema financeiro americano, nem entrar no país.

Trata-se da quinta onda de sanções contra hierarcas sírios desde a entrada em vigor, em meados de junho, da "lei César", assim chamada pelo pseudônimo de um ex-fotógrafo da polícia militar síria, que desertou em 2013 com 55.000 imagens que ilustram a violência e o abuso nas prisões de seu país.

Seu testemunho, sigiloso, perante o Congresso dos Estados Unidos, em 2014, foi a origem deste texto que leva seu nome e que demorou cinco anos em ser divulgado.

Em um comunicado, o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que estava "decidido a continuar exercendo pressão econômica sobre (...) Assad e seus partidários, devido à repressão realizada pelo regime".

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, explicou que estas sanções tinham sido decididas em homenagem às vítimas do bombardeio do mercado de Douma, em 30 de outubro de 2015, pelas "forças de Bashar Al Assad, apoiadas pelo Irã e pela Rússia", no qual morreram "mais de 70 civis sírios".

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