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EUA acusa China de não aplicar sanções contra a Coreia do Norte

·2 minuto de leitura
O líder norte-coreano Kim Jong Un preside um desfile militar em 10 de outubro de 2020, no qual Pyongyang exibiu um novo míssil de longo alcance que alarmou os Estados Unidos.

Os Estados Unidos criticaram nesta terça-feira a China por não impor as sanções acordadas internacionalmente contra a Coreia do Norte, prometendo intensificar as suas, enquanto as esperanças de um avanço diplomático sob a presidência de Donald Trump desaparecem.

O Departamento de Estado lançou um novo site, DPRKrewards.com, que oferecerá pagamentos de até US$ 5 milhões por sugestões de sanções contra a Coreia do Norte, incluindo medidas punitivas contra empresas na China.

"Mais sanções estão por vir", prometeu Alex Wong, vice-representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, em um discurso no centro de estudos CSIS.

Wong reconheceu que Pyongyang ainda não deu "quaisquer passos concretos para a desnuclearização" e expressou preocupação com a revelação de um grande míssil de longo alcance durante um desfile em outubro.

Sua avaliação contrasta com as declarações otimistas de Trump nos últimos anos, que em 2018 se encontrou com o líder norte-coreano Kim Jong Un em uma cúpula histórica em Singapura, seguida por duas outras reuniões.

Essa estratégia, que de certa forma tirou a Coreia do Norte de sua condição de pária, reduziu a tensão, que estava no auge, em torno da ameaça atômica norte-coreana.

Mas as negociações fracassaram rapidamente: Pyongyang pediu o levantamento das sanções, enquanto Washington exigiu a desnuclearização total antes de aliviar a pressão.

Trump, que apesar de tudo apresentou o apaziguamento como um sucesso diplomático de seu mandato e continua a falar de sua "amizade" com Kim, preferiu dar as costas a essa estagnação antes de endurecer a pressão.

Nesta terça-feira, Wong visou principalmente a China, um alvo frequente do governo Trump, ao acusar Pequim de ignorar as sanções da ONU que ele mesmo votou sobre os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

"O alívio prematuro das sanções que Pequim não foi capaz de alcançar pela porta da frente diplomática, está tentando obter pela porta dos fundos, optando por não implementar rigorosamente suas obrigações sob a resolução do Conselho de Segurança da ONU", disse.

Ele observou ainda que navios dos EUA informaram Pequim 46 vezes desde 2019 sobre contrabando de combustível norte-coreano para águas chinesas, e no ano passado eles observaram 555 casos de embarques norte-coreanos de carvão de outras exportações sancionadas para a China.

"Em nenhuma dessas ocasiões as autoridades chinesas agiram para impedir essas importações ilegais. Nem uma vez", disse Wong.

Wong destacou ainda que 20.000 trabalhadores norte-coreanos continuam trabalhando na China, o que vai contra os esforços apoiados pela ONU para impedir o que é visto como trabalho escravo que o regime de Pyongyang exporta para obter renda.

A China tem pressionado para aliviar as sanções contra a Coreia do Norte, argumentando que o regime deve receber incentivos para a desnuclearização, com muitos acreditando que Pequim teme uma implosão econômica de seu vizinho empobrecido.

sct-ad/rsr/mr