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Etiópia declara vitória sobre Tigré, que dispara foguetes contra Eritreia

Robbie COREY-BOULET
·3 minuto de leitura
O governo da Etiópia afirma que o exército controla Mekele, a capital da região de Tigré

Vários foguetes foram lançados nas últimas horas contra Asmara, capital da Eritreia, a partir da vizinha região dissidente de Tigré, na Etiópia, onde as forças governamentais anunciaram que assumiram o controle no sábado.

Até o momento, porém, não foi possível verificar com fontes independentes se a cidade de Mekele, capital de Tigré, estava totalmente sob controle do exército federal da Etiópia. O porta-voz militar etíope, Mohamed Tesema, afirmou à AFP que as operações seguem "muito bem".

Com uma população de 500.000 habitantes antes do início do conflito, Mekele é o reduto dos líderes da Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF), alvos desde 4 de novembro de uma operação militar do governo etíope, que afirma que deseja substituí-los por "instituições legítimas".

A queda da capital regional era um dos principais objetivos da "última fase" da intervenção militar, que também inclui a detenção dos líderes de Tigré, que segundo o exército foram "expulsos".

No sábado à noite, no entanto, foram lançados a partir de Tigré uma série de foguetes contra a capital da Eritreia, um país vizinho em conflito com a TPLF, afirmaram fonte diplomáticas.

"Às 22H13 de 28 de novembro aconteceram seis explosões em Asmara", afirmou a embaixada dos Estados Unidos na capital da Eritreia.

Dois diplomatas presentes em Adis Abeba explicaram que vários foguetes foram lançados no sábado contra Asmara, que fica 130 km ao norte de Tigré, ao que parece em direção ao aeroporto e instalações militares. Não há informações sobre vítimas ou danos materiais.

Esta é a terceira vez que Asmara é alvo de foguetes disparados a partir de Tigré, após ataques na sexta-feira à noite e em meados de novembro.

A TPLF reivindicou o primeiro ataque e acusou a Eritreia de apoiar o exército etíope, mas não fez comentários sobre os lançamentos posteriores.

Etiópia e Eritreia não comentaram os disparos.

- "Reconstruir" Tigré -

No sábado, as autoridades de Tigré afirmaram que disparos de armas pesadas atingiram Mekele, uma informação confirmada à AFP por duas fontes de serviços humanitários.

Poucas horas depois, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou no Twitter que o exército havia assumido o controle de Mekele, com a conclusão de operações militares na região.

Abiy Ahmed, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2019 e agora um 'senhor da guerra', também afirmou em um comunicado divulgado no sábado que o exército assumiu o controle da administração regional e estava "executando a operação com precisão e cuidados necessários (...) para garantir que os civis não serão alvos de ataques".

"Agora temos diante de nós a tarefa de reconstruir o que foi destruído, reparar o que foi danificado, trazer de volta os que fugiram, com o retorno à normalidade para as pessoas da região de Tigré como nossa principal prioridade", escreveu o primeiro-ministro.

A comunidade internacional está preocupada desde o início do conflito com possíveis "crimes de guerra" na Etiópia e tentou, sem sucesso, pressionar Abiy Ahmed a aceitar uma mediação.

Até o momento não há informações precisas sobre o conflito, mas analistas acreditam que milhares de pessoas morreram nos combates, enquanto mais de 43.000 etíopes fugiram para o vizinho Sudão.

rcb-str-md/bl-pc/mis/fp