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ETF de crédito de carbono chega ao mercado brasileiro

Kesia Rodrigues
·3 minuto de leitura

Tendência de investimentos sustentáveis começa a ganhar fôlego no Brasil.

O primeiro fundo de investimento do Brasil baseado em ativos de crédito de carbono abre cotas para investidores a partir desta terça-feira (27).

Com gestão da Vitreo, o fundo Vitreo Carbono é o terceiro ativo voltado para o mercado ESG, estando ao lado do ESG Carbono Neutro e o Vitreo Franklin W-ESG FIA BDR Nível I, presentes no portfólio da companhia desde o ano passado (2020).

Recentemente, a gestora lançou, também no Brasil, o primeiro fundo Defi. O lançamento corrobora o crescimento do interesse em finanças descentralizadas, segmento que teve as portas abertas com o Ethereum e com os smart contracts.

Políticas ESG aceleram mercado de crédito de carbono

O Vitreo Carbono promove o incentivo à neutralização do carbono, atuando, assim, diretamente em pautas sociais, ambientais e de boa governança – diretrizes das políticas ESG.

Vale lembrar que o mercado de créditos de carbono está em plena expansão e faz parte de uma política de desenvolvimento sustentável a fim de combater os problemas climáticos, como o aquecimento global.

O crédito de carbono possui origem no tratado do Protocolo de Kyoto (substituído, posteriormente, pelo Acordo de Paris), no qual diversos países se comprometeram a reduzir as suas emissões de carbono no meio ambiente.

Essa redução pode ser feita de diversas formas, como pela substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis, por campanhas de consumo consciente, pela contribuição na diminuição de desmatamentos e, também, pela comércio de emissões de carbono, voltados para os países que não conseguiram atingir a meta de não emissão.

Nesse sentido, há projetos, inclusive, que se valem até da mineração de Bitcoin, apontada por grande emissora de carbono, para conter sua emissão no meio ambiente.

O lançamento do fundo pela Vitreo, assim, vai ao encontro da legislação de diversos países sobre grandes empresas atuarem na compensação de suas emissões de carbono na atmosfera. Para George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo:

O investimento nessa classe é uma tendência mundial incentivada tanto pela revisão regulatória que começa a tomar força em todo o mundo, mas também pela tomada de consciência das corporações, consumidores e agentes políticos.

Tokens ambientais

Dentro da venda de crédito de carbono, vários tokens ambientais e outras iniciativas envolvendo criptomoedas estão ganhando espaço nesse mercado, já que indústrias e grandes empresas buscam adquirir o crédito de carbono para conseguir a redução ou a neutralização de suas emissões de gases que causam o efeito estufa.

Nesse contexto, a MOSS tem se destacado com a criação do token MCO2, uma espécie de criptomoeda ambiental voltada para a comercialização de créditos de carbono, promovendo a preservação de florestas. A iniciativa foi bem recebida, inclusive, fora do Brasil, com o uso do ativo sendo feito, por exemplo, pela exchange britânica Archax.

Segundo o site da fintech ambiental, os créditos de carbono nos tokens via Blockchain são obtidos de projetos ambientais com certificação.

A tokenização de ativos voltados para o meio ambiente tem ganhado espaço também em órgãos institucionais. A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), por exemplo, utiliza uma plataforma em blockchain que opera com mercados de carbono.

Para além do avanço de criptomoedas no mercado financeiro tradicional, com a possibilidade de negociação em fundos de Bitcoin diretamente pela Bolsa de Valores brasileira, vê-se que os criptoativos estão cada vez mais presentes, também, nas soluções para os problemas ambientais que o mundo enfrenta.

O artigo ETF de crédito de carbono chega ao mercado brasileiro foi visto pela primeira vez em BeInCrypto.