Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.774,57
    -1.140,88 (-1,12%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.947,17
    +248,45 (+0,50%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,31
    -0,87 (-1,31%)
     
  • OURO

    1.782,20
    +5,70 (+0,32%)
     
  • BTC-USD

    56.622,98
    -713,03 (-1,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.440,26
    -28,82 (-1,96%)
     
  • S&P500

    4.513,04
    -53,96 (-1,18%)
     
  • DOW JONES

    34.022,04
    -461,68 (-1,34%)
     
  • FTSE

    7.168,68
    +109,23 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    23.658,92
    +183,66 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    27.935,62
    +113,86 (+0,41%)
     
  • NASDAQ

    15.876,50
    -274,00 (-1,70%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4407
    +0,0707 (+1,11%)
     

Estudo sugere usar estrelas para criar redes de comunicação pela galáxia

·3 min de leitura

Em um novo estudo, Jason T. Wright, professor de astronomia e astrofísica da Pennsylvania State University, junto do pesquisador Stephen Kerby, também da mesma universidade, propõem algo inusitado para criar uma rede para transmissão de sinais a sistemas estelares distantes. Ambos sugerem usar as estrelas para dar um “empurrãozinho” para os sinais e, assim, criar uma espécie de sistema, com várias estrelas servindo como elos de comunicação para transmitir sinais por toda a Via Láctea.

Essa ideia de comunicação interestelar depende das lentes gravitacionais, um fenômeno causado pela distorção causada por objetos massivos no espaço. A luz acompanha a essa distorção e acaba "curvada", ampliando o objeto. Então, as estrelas poderiam funcionar como lentes, para focar em uma fonte distante de luz (como um sinal de rádio, por exemplo), a fim de ampliá-lo ou até focar em outra emissão, para torná-la mais clara.

No nosso caso, imagine que a “lente” do Sol focasse na luz vinda de alguma fonte. Depois, uma nave receptora ou transmissora poderia ser posicionada em um eixo entre uma estrela distante (a origem do sinal), o Sol e a linha focal para o nosso astro receber o sinal. Em seguida, a estrela estaria diretamente oposta à nave do outro lado do nosso astro e, assim, poderia “enxergar” os arredores da nossa estrela, devido à distorção causada pela gravidade.

Um "Anel de Einstein", criado pela galáxia LRG 3-757; a luz da galáxia ao fundo, mais distante, é distorcida ao redor da LRG 3-767 devido à lente gravitacional (Imagem: Reprodução/NASA/HUBBLE)
Um "Anel de Einstein", criado pela galáxia LRG 3-757; a luz da galáxia ao fundo, mais distante, é distorcida ao redor da LRG 3-767 devido à lente gravitacional (Imagem: Reprodução/NASA/HUBBLE)

Conforme os sinais forem recebidos, a nave pode transmitir informações à Terra ou enviar os sinais para outros transmissores e receptores, parados ao redor do Sol e alinhados com outra estrela. Só que, para a conexão acontecer, precisaríamos de uma nave na outra estrela — e, embora ainda tenhamos que criar um sistema do tipo, outras civilizações podem já tê-lo pronto.

Os autores observam que é possível que o Sol já seja membro de uma rede dessas, e talvez nós não tenhamos percebido nenhuma nave estranha aproveitando nossa estrela como uma lente gravitacional em função da distância a que ela estaria em relação a nós. Por outro lado, caso algo do tipo realmente exista, esta nave poderia ser “denunciada” por algum sistema de propulsão exótico, ou talvez a Terra esteja simplesmente fora da área do alcance dos sinais.

Essas “lentes solares” poderiam proporcionar um aumento significativo no ganho de sinal: uma transmissão focada pelo Sol poderia ser ampliada em 120 db. Como uma faixa de dez decibéis representa aumento de dez vezes na força, teríamos, portanto, um aumento de 10 trilhões de vezes no ganho de sinal. Felizmente, esse aumento significa não precisar, necessariamente, lançar transmissores poderosos para emitir mensagens à força pelo espaço, já que é possível aproveitar simplesmente o ganho proporcionado pela gravidade do Sol.

Em suma, os autores propõem que satélites distantes aproveitem o foco natural da luz, feito pelo Sol, para se comunicar (Imagem: Reprodução/NASA)
Em suma, os autores propõem que satélites distantes aproveitem o foco natural da luz, feito pelo Sol, para se comunicar (Imagem: Reprodução/NASA)

Manter o foco nas transmissões não seria fácil, já que a nave transmissora/receptora teria que manter sua posição em relação ao Sol para garantir precisão, enquanto está a bilhões de quilômetros de distância. O alinhamento iria exigir ajustes automáticos, porque a nave acabaria desalinhada constantemente pela gravidade do Sol e por uma tremulação causada pelos objetos que o orbitam. Outro desafio envolve as estrelas ideais para nossa rede hipotética — segundo os autores, seriam estrelas esféricas, que precisariam de menores ajustes de foco por parte da nave.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv, ainda sem revisão por pares.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos