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Estudo sugere que a internet por si só não é uma grande vilã ambiental

·3 minuto de leitura
Estudo sugere que a internet por si só não é uma grande vilã ambiental
Estudo sugere que a internet por si só não é uma grande vilã ambiental

O aumento da atividade digital, estimulado pela atual pandemia de Covid-19, alimentou o debate sobre os danos ambientais causados pelo uso da internet. Esse debate tem se amplificado através das mídias sociais. Um estudo realizado na Califórnia indica, porém, que os avisos alarmantes sobre os perigos da tecnologia são, de certa forma, exagerados.

A pesquisa divulgada pelo The New York Times recebe o título de “Não computa: evitando erros na avaliação dos impactos de energia e carbono na internet” e foi realizada pelos cientistas Jonathan Koomey e Eric Masanet, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley.

Eles afirmam que o objetivo do estudo foi corrigir equívocos presentes na discussão pública de danos ambientais causados pelo uso da internet e não necessariamente tranquilizar a população quanto a utilização indiscriminada da eletricidade.

Segundo a avaliação dos cientistas, fazer projeções muito longas dos impactos ambientais provocados pela tecnologia não é aconselhável. Créditos: Shutterstock
Segundo a avaliação dos cientistas, fazer projeções muito longas dos impactos ambientais provocados pela tecnologia não é aconselhável. Créditos: Shutterstock

Internet e consumo de energia

Ao contrário do que algumas pessoas alegam, limitar a definição de vídeos da Netflix, por exemplo, não resulta na diminuição do consumo de energia. Isso porque, depois que uma rede está funcionando, a dose de energia que ela usa é a mesma, esteja fluindo muita ou pouca quantidade de dados.

Os data centers sim consomem grandes quantidades de eletricidade. Esses centros concentram todos os recursos necessários para o funcionamento das empresas, como o armazenamento e gerenciamento de servidores, além da rede e telecomunicação.

Atualmente os centros de dados se dão, em maior parte, através da nuvem e são operados por empresas como Alibaba, Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft.

De 2010 a 2018, as cargas de trabalho de dados hospedadas pelos data centers em nuvem aumentaram 2.600% e o consumo de energia aumentou 500%. No entanto, no mesmo período o consumo de energia de todos os data centers aumentou menos de 10%.

O que aconteceu foi principalmente uma grande mudança das cargas de trabalho para data centers em nuvem maiores e mais eficientes, e longe dos centros de computação tradicionais, em grande parte pertencentes e gerenciados por empresas não tecnológicas.

“Sim, estamos usando mais serviços de dados, mas também estamos ficando eficientes muito mais rapidamente”, disse Koomey.

Dessa forma, conforme aponta os pesquisadores, olhar para um setor de alto crescimento da indústria de tecnologia e assumir que o uso da internet está aumentando proporcionalmente é inadequado. Além disso, assumir que isso é representativo da indústria como um todo é uma armadilha.

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Segundo os pesquisadores, as projeções assustadoras costumam ser esforços bem-intencionados dos cientistas. Ocorre que grande parte deles não está familiarizada com a tecnologia de computação em rápida mudança – processamento, memória, armazenamento e redes. Portanto, eles tendem a subestimar o ritmo da inovação na economia de energia e como os sistemas funcionam.

Outro ponto são as pesquisas com projeções muito longas, como um recente documento relacionando criptomoeda (bitcoin) com o aquecimento global. De acordo com a dupla, a complexidade, o dinamismo e a imprevisibilidade do desenvolvimento de tecnologia e dos mercados exige previsões menos generalizadas e estudos constantes.

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