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Estudo revela possível causa para síndrome da morte súbita infantil

A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) ou morte súbita infantil (SMSI) é a principal responsável por tirar a vida de bebês com menos de 1 ano, e um estudo publicado na revista científica eBio Medicine pode ter descoberto uma possível causa desse mistério: a redução dos níveis de uma enzima chamada butirilcolinesterase (BChE).

Os pesquisadores do Hospital Infantil de Westmead (Austrália) compararam os níveis de BChE de dez bebês mortos por SMSL e dez bebês ainda vivos, e encontraram níveis mais baixos da enzima nos que tiveram a morte súbita. A análise aconteceu a partir de amostras de sangue tiradas no nascimento, como parte de um programa de triagem neonatal.

Conforme o estudo explica, a redução da BChE provavelmente reduz a capacidade de uma criança de acordar ou responder ao ambiente externo, aumentando o risco de SMSL. “Um bebê aparentemente saudável dormir e não acordar é o pesadelo de todos os pais e até então, não havia absolutamente nenhuma maneira de saber se algum estaria mais sujeito à SMSL", diz o estudo.

Estudo associa baixo níveis de enzima BChE a morte súbita de bebês (Imagem: twenty20photos/envato)
Estudo associa baixo níveis de enzima BChE a morte súbita de bebês (Imagem: twenty20photos/envato)

Segundo os autores, o comum é que o bebê acorde e chore, caso tenha alguma dificuldade para respirar durante o sono. No entanto, a pesquisa mostra que alguns bebês não têm essa mesma resposta. De qualquer forma, o CDC (órgão de saúde dos EUA) informa que as taxas da síndrome diminuem desde a década de 1990.

Estudos sobre morte súbita infantil

Carmel Harrington, pesquisadora australiana e principal autora do estudo, comentou sobre a descoberta: segundo ela, um aspecto importante é que agora sabemos identificar mais uma diferença de nascença em bebês que morrem de SMSL, mas admite que, a essa altura, a descoberta não oferece novidades à prática clínica, sendo mais útil para estudos futuros.

Pesquisas anteriores também sugerem que há muitos fatores envolvidos no risco de SMSL, então é improvável que a nova descoberta se aplique a todos os casos da condição. Por definição, ela ocorre quando há a morte súbita de qualquer infante com menos de um ano sem explicações após investigação, incluindo autópsia, perícia do local da morte e revisão de histórico clínico.

Algumas mortes inesperadas acabam sendo atribuídas a sufocamentos, lesões físicas ou outras causas após investigação, não sendo consideradas SMSL. Algumas pesquisas sugerem que as mortes pela síndrome possam ter ligação com mau funcionamento do sistema nervoso autônomo, que cuida das funções involuntárias do corpo, como respiração, digestão e batimentos cardíacos.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco para a síndrome da morte súbita infantil incluem dormir de bruços (sendo esse o fator mais significativo), crescimento insuficiente, estar abaixo do peso, aquecimento excessivo (devido ao uso de cobertores ou à temperatura do quarto), pausas na respiração durante o sono (apneia), maus cuidados pré-natais.

Por enquanto, as únicas diretrizes que se tem como uma forma de prevenir a síndrome da morte súbita de bebês é ajudá-los a dormir com segurança: em uma superfície plana, sem travesseiros, almofadas e brinquedos macios por perto, sem que a cabeça fique coberta. O CDC também orienta a não beber álcool ou fumar durante a gravidez ou perto do recém-nascido.

Fonte: Canaltech

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