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Estudo rastreia fluxo de meteoritos na Terra nos últimos 500 milhões de anos

·2 minuto de leitura

As atuais teorias sobre o fluxo de meteoritos que a Terra recebeu ao longo de milhares de anos dizem que o planeta foi alimentado por fragmentos de eventos catastróficos ocorridos no Cinturão de Asteroides, ou seja, o resquício de alguma colisão entre grandes corpos rochosos dessa região entre as órbitas de Marte e Júpiter. No entanto, pela primeira vez, cientistas foram capazes de determinar o fluxo de meteoritos dos últimos 500 milhões de anos, observando que grandes colisões no Cinturão geralmente não afetam o número de impactos de grande extensão em nosso planeta.

Até então, pouco se sabia sobre o fluxo antigo desses meteoritos, principalmente os de grande tamanho — além de serem raros, o tempo se encarrega de apagar seus rastos pela superfície da Terra. No estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, um grupo de cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, revela como reconstruíram o bombardeio de meteoritos dos últimos 500 milhões de anos. "A comunidade de pesquisa acreditava anteriormente que o fluxo de meteoritos para a Terra estava conectado a eventos dramáticos no cinturão de asteroides. O novo estudo, no entanto, mostra que o fluxo tem sido muito estável", explica Birger Schmitz, professor de geologia e co-autor do artigo.

Grãos extraterrestres de cromita (Imagem: Reprodução/Birger Schmitz/Universidade de Lund)
Grãos extraterrestres de cromita (Imagem: Reprodução/Birger Schmitz/Universidade de Lund)

Para isto, a equipe de pesquisadores do Laboratório de Astrogeobiologia da Universidade de Lund precisou dissolver quase 10 toneladas de antigas rochas sedimentares encontradas no fundo do oceano. Esses sedimentos contêm resíduos de meteoritos que são obtidos a partir dessa dissolução em ácido. Então, uma pequena fração de óxido de cromo, um mineral muito resistente ao tempo, é encontrada nesses fragmentos de rocha espacial. Depois que os grãos desse mineral são peneirados, eles podem fornecer uma variedade de informações, como a data daquele material.

O professor de geologia explica que o sedimento dissolvido representa 15 períodos geológicos dos últimos 500 milhões de anos e que, ao todo, o óxido de cromo foi extraído de quase 10 mil meteoritos diferentes. “As análises químicas nos permitiram determinar quais tipos de meteoritos os grãos representam”, acrescenta Schmitz. A pesquisa também descobriu que apenas uma das 70 grandes colisões de asteroides que aconteceu nos últimos 500 milhões de anos contribuiu com o aumento do fluxo de meteoritos.

O Cinturão de Asteroides fica localizado entre as órbitas de Marte e de Júpiter (Imagem: Reprodução/ESA/ATG Medialab)
O Cinturão de Asteroides fica localizado entre as órbitas de Marte e de Júpiter (Imagem: Reprodução/ESA/ATG Medialab)

A descoberta traz novas implicações para as teorias mais atuais que explicam o fluxo de meteoritos, mas também fornece uma nova maneira de entender qual o tipo de corpo celeste tem maior chance de atingir a Terra, e até mesmo onde se origina. ”Este estudo fornece uma compreensão importante que podemos usar para evitar que isso aconteça", ressalta Schmitz.

O artigo com mais detalhes sobre a pesquisa pode ser acessado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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