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Estudo que diz que cigarro reduz chances de COVID-19 vem da indústria tabagista

Nathan Vieira
·3 minuto de leitura

Em julho de 2020, a revista European Respiratory Journal publicou um estudo alegando que fumantes têm 23% menos probabilidade de serem diagnosticados com COVID-19. Mas na última sexta-feira (23), a publicação científica médica sobre pneumologia se retratou, pois o estudo em questão foi conduzido por pesquisadores diretamente relacionados com a indústria tabagista.

O que acontece é que o autor do artigo, José Mier, dava consultorias para a indústria tabagista sobre redução de danos. Enquanto isso, Konstantinos Poulas, que também integra o grupo de autoria da pesquisa, recebia financiamento da fabricante de cigarros Philip Morris International por meio de seu instituto Nosmoke.

Na retratação, a European Respiratory Journal explicou essa relação entre os autores do estudo e a indústria tabagista e constatou que o estudo não teria sido publicado se o conflito de interesses tivesse sido informado na ocasião da publicação.

Estudo que diz que cigarro reduz chances de COVID-19 vem de cientistas com relação direta com a indústria tabagista(Imagem: fotografierende/Pexels)
Estudo que diz que cigarro reduz chances de COVID-19 vem de cientistas com relação direta com a indústria tabagista(Imagem: fotografierende/Pexels)

"A European Respiratory Journal possui estatutos que não permitem que indivíduos com relacionamentos contínuos com a indústria do tabaco participem das atividades, bem como membros da sociedade, e a participação em congressos e reuniões", afirmou a revista científica.

"Por causa desses estatutos, no momento da submissão do manuscrito, o autor responsável é solicitado a afirmar que nenhum conflito de interesse potencial envolvendo a indústria tabagista existe em relação ao manuscrito submetido. No caso deste artigo, os autores afirmaram que não existia tal conflito de interesses, razão pela qual o artigo entrou devidamente na revista", acrescentou na retratação.

No entanto, a retratação ainda aponta o seguinte: "Os editores também reconhecem que em nenhum momento houve qualquer má conduta científica por parte de qualquer um dos autores, além da falha de dois autores contribuintes em divulgar seus conflitos de interesse relacionados à indústria tabagista".

Os pesquisadores financiados por fabricantes de cigarro realizaram ao menos quatro estudos defendendo que a nicotina pode proteger contra a COVID-19, de acordo com um levantamento da Tobacco Tactics e da Universidade de Bath, do Reino Unido.

Cigarro e COVID-19

Diferente do que apontam os cientistas relacionados com a indústria tabagista, várias análises relacionaram cigarro com formas graves de COVID-19 (Imagem: Free-Photos/Pixabay)
Diferente do que apontam os cientistas relacionados com a indústria tabagista, várias análises relacionaram cigarro com formas graves de COVID-19 (Imagem: Free-Photos/Pixabay)

Em maio do ano passado, um estudo feita na China comparou grupos de fumantes e não fumantes infectados pela COVID-19, e apontou que a doença teve evolução mais grave e um índice maior de letalidade no grupo tabagista, enquanto um grupo de especialistas em saúde pública, convidado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), analisou estudos já publicados sobre a COVID-19 e a sua relação com o hábito de fumar e concluiu que fumantes tinham uma maior probabilidade de desenvolver formas mais graves da doença.

Em agosto, um estudo da Universidade de Stanford publicado na Journal of Adolescent Health alegou que jovens adultos com idades entre 13 e 24 anos que usam os vapes têm simplesmente cinco vezes mais chances de contrair a COVID-19.

Vale apontar que em julho do ano passado o Canaltech fez um especial para ajudar você a parar de fumar nesta pandemia.

Fonte: Canaltech

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