Mercado abrirá em 3 h 51 min
  • BOVESPA

    108.095,53
    +537,86 (+0,50%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.056,27
    +137,99 (+0,27%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,66
    +0,30 (+0,41%)
     
  • OURO

    1.787,10
    +1,60 (+0,09%)
     
  • BTC-USD

    49.916,48
    -668,14 (-1,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.304,43
    -0,69 (-0,05%)
     
  • S&P500

    4.701,21
    +14,46 (+0,31%)
     
  • DOW JONES

    35.754,75
    +35,32 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.337,05
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    24.281,02
    +284,15 (+1,18%)
     
  • NIKKEI

    28.725,47
    -135,15 (-0,47%)
     
  • NASDAQ

    16.397,00
    +4,75 (+0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2698
    -0,0043 (-0,07%)
     

Estudo parece ter descoberto por que o parto normal é tão difícil em humanos

·2 min de leitura

Já é de senso comum dentro da comunidade científica que fisiologia humana é única, sendo diferente da de qualquer outro primata. Isso, no entanto, acaba tornando os partos de nossa espécie ainda mais difíceis. Para encontrar os motivos, pesquisadores exploraram a tecnologia de modelagem biomecânica, descobrindo alguns fatos importantes.

Os cientistas contam que formato do canal do parto humano é estreito e dobrado na entrada, e as contrações sentidas no momento do nascimento precisam girar o cérebro grande dos bebês, além de seus ombros largos, em quase 90 graus para caber na pelve. Se o bebê ficar preso, a vida da criança e da mãe podem estar em risco e, infelizmente, isso acontece em cerca de 6% de todos os nascimentos do mundo.

<em>Imagem: Stansfield et al., BMC Biology, 2021</em>
Imagem: Stansfield et al., BMC Biology, 2021

Até hoje, muitas das partes mais fundamentais da gravidez humana ainda são mistérios e, tradicionalmente, a pelve humana deveria ser moldada para ajudar a pessoa na hora de caminhar. Porém, na questão evolutiva, ser um animal bípede não favorece a hora do parto. Os pesquisadores explicam que se a entrada do útero para o canal do parto fosse oval e mais profunda, o bebê poderia deslizar direto para fora, sem a necessidade de fazer movimentos muito complicados, como fazem outros primatas.

No entanto, em humanos, a pelve precisaria se inclinar em um grau ainda maior, o que acabaria resultando em uma curva mais profunda na parte inferior das costas, comprometendo a estabilidade e a saúde da nossa coluna. Então, provavelmente essa é a razão para que o canal de parto tenha evoluído e chegado nessa forma. No caso dos chimpanzés, os filhotes precisam somente girar um pouco a cabeça para sair, enquanto os bebês humanos precisam se mover em quase 90 graus.

<em>Imagem: Reprodução/freestockcenter/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/freestockcenter/Freepik

Mesmo depois dessa movimentação, o bebê ainda não terá uma saída reta, precisando girar mais uma vez para conseguir tirar os ombros do canal de parto, uma vez que são mais largos que a cabeça. As pesquisas dos cientistas sugerem, então, que a região tem esse formato para trazer um melhor suporte ao assoalho pélvico, que ajuda os ossos a sustentarem os órgãos abdominais. Se o canal de parto inferior tivesse uma saída ainda mais larga, a estabilidade do assoalho pélvico seria aprimorada, mas o parto seria muito mais arriscado.

De acordo com estudos evolutivos, os canais de parto das mulheres Neandertais eram semelhantes aos dos chimpanzés, o que sugere que a torção é relativamente recente e exclusiva dos humanos. Visto que os Neandertais também se levantavam e andavam sobre os dois pés, assim como nós, se torna mais interessante para os cientistas entenderem o porquê de a pélvis dos Homo sapiens se destacarem.

O estudo foi publicado na revista científica BMC Biology.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos