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Estudo mostra que as empresas brasileiras aceleram a adoção de nuvem híbrida

Rui Maciel
·3 minuto de leitura

Estudo divulgado pela IBM nesta quinta-feira (19) aponta que as empresas brasileiras estão acelerando cada vez mais em direção a adoção de nuvem híbrida em suas infraestruturas de TI. O documento mostra que elas já passaram do estágio da experimentação e, agora, movem suas cargas de trabalho críticas a este tipo de ambiente, com o objetivo de gerar maior competitividade e agilidade nos negócios.

Com o nome de “Quão preparada estão as empresas brasileiras para adoção de nuvem híbrida?", a pesquisa foi realizada pela consultoria IDC a pedido da IBM. O estudo contou com a participação de 143 empresas brasileiras de grande porte e teve como objetivo entender como as companhias usam diferentes modelos de infraestrutura de TI para gerar valor e inovação.

O documento aponta que, atualmente, 33% das empresas entrevistadas já integram ambientes de nuvem de distintos tipos e provedores, em uma abordagem de nuvem híbrida. Outras 17% apontam que planejam fazer isso nos próximos 12 meses, com grande foco em aprimorar a modernização e mobilidade de aplicações. No entanto, no Brasil, ainda predominam ambientes de TI tradicionais e 83% das empresas participantes ainda contam com seu próprio datacenter.

Mas a boa notícia é que transição para um modelo de nuvem híbrida está em curso, com 59% das empresas entrevistadas utilizando algum tipo de nuvem; na amostra geral, 33% das organizações trabalham com nuvem pública, 31% com nuvem privada on-premises e 27% com nuvem privada hospedada em um provedor.

Entre as empresas que atualmente trabalham com nuvem privada, 40% querem executar mais da metade de suas cargas de trabalho nesse ambiente dentro de 24 meses. Com a nuvem pública não é diferente: 45% das empresas que estão na nuvem pública, hoje, querem levar metade ou mais de suas cargas de trabalho para esse ambiente nos próximos dois anos.

Atuação em nuvens públicas diversas

Outro ponto de mudança apontado pelo estudo diz respeito à estratégia multicloud – na qual as empresas têm aplicações rodando em mais de uma nuvem pública. Segundo a pesquisa, essa prática já é uma realidade, com 55% dos entrevistados utilizando mais de um provedor de cloud pública para IaaS e PaaS. Além disso, cerca de 48% das empresas respondentes usam algum tipo de nuvem privada. E essas organizações estão indo além da experimentação: 49% das que usam nuvem pública e 51% das que têm nuvem privada usam cloud para cargas de trabalho críticas em produção.

No entanto, o levantamento também mostra um desafio: a falta de abordagem definida para modernização das cargas de trabalho, enquanto as empresas avançam. 31% delas dizem que a prioridade é substituir uma aplicação atual por uma nova solução já em nuvem (SaaS). Enquanto isso, 22% acreditam que o foco atual é mover a aplicação da forma como está para um ambiente de nuvem. Apenas 19% dizem que atualizar ou reescrever a aplicação para adequá-la à nuvem é prioridade para a modernização das cargas de trabalho.

“Hoje os negócios estão se tornando digitais. A estratégia de nuvem híbrida se tornou essencial por permitir um alto nível de escalabilidade, resiliência e performance com segurança”, diz Guilherme Novaes, diretor de Hybrid Cloud Integration da IBM Brasil. "Ter uma abordagem de nuvem híbrida aberta pode ser o elo tecnológico que permite a uma organização aproveitar todos os recursos disponíveis para uma melhor performance operacional e de negócios.”

Oportunidade trilionária

Por fim, a pesquisa aponta ainda que a nuvem híbrida, hoje, representa uma oportunidade mundial de US$ 1,2 trilhão. No Brasil trata-se de uma tendência extremamente importante, especialmente para cargas de trabalho críticas.

“As empresas brasileiras estão no início da sua jornada para a nuvem híbrida e há muito espaço para amadurecimento", diz Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para o segmento Enterprise da IDC Brasil. "Ainda que haja desafios, as empresas têm clareza dos resultados que a nuvem pode trazer para os seus negócios e enxergam o valor que um ambiente de nuvem híbrida aberto oferece para além da área de TI”.



Fonte: Canaltech

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