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Estudo mostra impactos das mudanças climáticas na agricultura na próxima década

·3 min de leitura

Já era sabido que as mudanças climáticas também acarretarão profundas mudanças nas safras dos países conhecidos como “celeiros do mundo”, isto é, os maiores produtores de grãos, como milho e trigo. E, agora, um novo estudo liderado pela NASA revela que tais consequências chegarão bem mais rapidamente. O estudo estima que que, sob o atual cenário de emissão de gases de efeito estufa, até 2030 a safra de milho será reduzida em 24%, enquanto a de trigo deve subir até 17%. Pode até parecer pouca coisa, mas, no cenário global, é o suficiente para profundos impactos.

Para o estudo, os pesquisadores utilizaram modelos avançados de clima e agricultura e descobriram que as mudanças nas produções agrícolas estão relacionadas às projeções de temperatura, mudanças nos ciclos de chuva e concentrações elevadas de CO2 — todos estes fatores dificultariam o cultivo de milho nos trópicos, mas poderiam expandir o cultivo do trigo.

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

O modelador de safras e cientista climático Jonas Jägermeyr, do Goddard Institute for Space Studies (GISS) da NASA, que também é o principal autor do estudo, disse que ele e sua equipe não esperavam observar uma mudança tão fundamental em comparação às projeções conduzidas em 2014. “Uma redução de 20% dos níveis de produção atuais pode ter implicações graves em todo o mundo”, acrescentou Jägermeyr.

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores usaram dois conjuntos de modelos. Primeiro, os cinco modelos climáticos fornecidos pelo Climate Model Intercomparison Project-Phase 6 (CMIP6), onde cada um deles fornece sua própria resposta sobre a atmosfera da Terra em relação gases de efeito estufa até 2100. Além disso, a equipe utilizou os 12 modelos de cultivo globais do Agricultural Model Intercomparison and Improvement Project (AgMIP).

Os modelos do AgMIP simulam em grande escala como as plantações crescem e se comportam às condições ambientais como a temperatura, chuvas e CO2 atmosférico. Ao combinarem estes vários modelos com diferentes combinações de cultivos, os pesquisadores ficaram mais certos de seus resultados. “Em seguida, observando a mudança ano a ano e década a década em cada local do mundo”, explicou Alex Ruane, coautor do estudo.

Vale destacar que o estudo se concentrou apenas nas variáveis climáticas e os impactos dessas mudanças, ou seja, a questão econômica e mudanças nas práticas agrícolas ficam de fora. Para este foco, a equipe pretende examinar estes ângulos em trabalhos seguintes, uma vez que estes fatores também afetarão o rendimento agrícola futuro. As projeções de soja e arroz apontam um declínio em algumas regiões, mas, em escala global, os modelos ainda discordam.

Para o milho e trigo, as mudanças climáticas serão mais severas, como apontam a maioria dos modelos. O milho é produzido mundialmente em grandes quantidades e seu plantio se concentra em regiões próximas ao equador. Segundo o estudo, as Américas do Norte e Central, a África Ocidental, a Ásia Central e o Brasil observarão um declínio em suas safras nos próximos anos — e até mais, conforme a temperatura aumenta nestas regiões.

O trigo, cultivado em regiões de climas temperados, pode ter sua área de cultivado ampliada, incluindo o norte dos EUA e Canadá, sul da Austrália e África Ocidental — no entanto, estes ganhos podem se estabilizar em meados deste século. Os altos níveis de CO2 afetam a fotossíntese das plantas, bem como a sua retenção de água, enquanto o aumento da temperatura afeta o ciclo das chuvas e também a maturação das safras.

O cientista climático Jägermeyr disse que, mesmo nos cenários mais otimistas de mudanças climáticas, onde sociedades realizam todos os esforços ambiciosos para limitar o aquecimento global, a agricultura global enfrenta uma nova realidade climática. “Com a interconexão do sistema alimentar global, os impactos no celeiro de uma região serão sentidos em todo o mundo”, ressaltou.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Food.

Fonte: Canaltech

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