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Estudo mostra como o cérebro aprende com estímulos visuais no subconsciente

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Um novo estudo divulgado recentemente traz informações interessantes sobre como o cérebro humano funciona, buscando entender o fenômeno de que o órgão nos recompensa subconscientemente quando diante de estímulos visuais. A pesquisa foi realizada nos cérebros de de macacos-rhesus, ou macaca mulatta, que foram analisados antes e depois de serem apresentados a estímulos visuais subconscientes.

Uma das etapas da pesquisa foi a de ativar a parte do sistema de recompensa do cérebro, que fica na base do tronco cerebral, na área tegmental ventral (VTA). São ativadas também as células que produzem a dopamina, molécula que é liberada quando o órgão recebe uma recompensa. Wim Vanduffel, professor, neurologista e um dos responsáveis pelo estudo, conta que a dopamina é uma molécula mensageira extremamente importante para o sistema motor e de recompensa, sendo necessária também para a aprendizagem e a diversão.

<em>Imagem: Reprodução/Raman Oza/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Raman Oza/Pixabay

"Com o estímulo direto dessa área, nós podemos casualmente relacionar a atividade dela à percepção ou ao comportamento cognitivo complexo", explica o especialista. Então, quando a área tegmental ventral dos macacos foi ativada, os animais visualizaram imagens virtuais e invisíveis de rostos e corpos humanos. As figuras foram mostradas borradas, dificultando ainda mais a tarefa de entender as mensagens inconscientemente.

Os estímulos visuais fizeram com que os macacos conseguissem descobrir alguns detalhes, como para qual lado os corpos estavam virados, por exemplo. O estudo conseguiu, pela primeira vez, comprovar uma relação casual direta entre essa região do cérebro, e a provável conexão entre a dopamina e o aprendizado de forma subconsciente a partir de estímulos visuais complexos.

<em>Imagem: Reprodução/Rawpixel</em>
Imagem: Reprodução/Rawpixel

Os pesquisadores também fizeram o escaneamento dos cérebros dos macacos antes e depois do teste, descobrindo que é possível ver quais neurônios estão ativos com base no fluxo sanguíneo no cérebro. "Quanto mais fluxo sanguíneo, mais atividade", disse Vanduffel. O escaneamento mostrou também que as tarefas estimulam a atividade do córtex visual do cérebro, que conta com áreas bastante importantes para a memória.

"Desde as descobertas de Freud no século 20, a comunidade científica vem questionando como as sensações do subconsciente podem nos afetar", diz o pesquisador. "Graças à atual consciência de que existe uma forte semelhança entre humanos e macacos, além das novas e avançadas tecnologias, finalmente podemos mapear esses processos de forma psicológica", completa.

Fonte: Canaltech

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