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Estudo indica que parte submersa do continente da Zelândia é 2 vezes mais antigo

·3 minuto de leitura

A cerca de 1,06 km abaixo do Pacífico Sul, encontra-se um pedaço de terra com tamanho estimado em aproximadamente 5,17 milhões de quilômetros quadrados — o equivalente à metade do tamanho da Austrália. No entanto, os cientistas têm dificuldade em concordar se essa massa submersa é um continente ou não, mas um novo estudo parece oferecer uma resposta mais conclusiva sobre isso sobre o continente perdido da Zelândia.

Em 2017, Nick Mortimer, geólogo da GNS Science da Nova Zelândia, liderou uma pesquisa que relatava a dificuldade em se estabelecer os limites que definiam um continente. "Não é como uma montanha, país ou planeta. Não existe um órgão formal para aprovar um continente", acrescentou Mortimer. Apesar disso, o geólogo e sua equipe sugeriram que um continente deveria ter algumas características bem demarcadas, como: ocupar uma área maior que 1 milhão de quilômetros quadrados, ser elevado acima da crosta oceânica circundante e ter uma crosta continental mais espessa do que a oceânica.

(Imagem: Reprodução/NOAA)
(Imagem: Reprodução/NOAA)

De acordo com Mortimer, o continente da Zelândia atende a todas essas especificações. "Se você drenasse os oceanos, Zelândia se destacaria como um planalto bem definido e elevado acima do fundo do oceano", acrescentou. Para ele, este é o mais fino, mais submerso e menor continente da Terra. Até pouco tempo, a crosta e rocha mais antigas já amostradas do continente, tinham apenas cerca de 500 milhões de anos, enquanto todos os outros continentes possuem crostas com 1 bilhão de anos ou até mais.

Uma nova pesquisa conduzida pela geóloga Rose Turnbull, também do GNS Science, descobriu que parte do continente submerso é cerca de duas vezes mais antigo do que estimado anteriormente, o que pode corroborar com as considerações apresentadas por Mortimer. Segundo Turnbull, esta nova pesquisa marca a caixa continental final. "Não há mais dúvidas de que vivemos no topo de um continente", acrescentou.

O nome do continente submerso foi dado pelo geofísico Bruce Luyendyk, em 1995. Zelândia seria, então, composto pela Nova Zelândia e uma coleção de pedaços submersos de crosta que teriam se separado de um antigo supercontinente chamado Gondwana, há cerca de 85 milhões de anos. Acredita-se que, entre 30 a 50 milhões de anos, boa parte do continente afundou sob as ondas. Hoje, estima-se que 94% do continente esteja submerso.

Local de extração dos pedaços de granito (Imagem: Reprodução/GNS Science)
Local de extração dos pedaços de granito (Imagem: Reprodução/GNS Science)

Na nova pesquisa, os geólogos coletaram 169 pedaços de granito encontrados sob as Ilhas do Sul e Stewart da Nova Zelândia. O granito é formado quando o magma se cristaliza nas profundezas da crosta terrestre. Ao extrair cristais microscópicos do granito, a equipe conseguiu determinar a idade das amostras e também da crosta na qual se formaram. De acordo com as análises, a crosta já fez parte de outro supercontinente conhecido como Rodinia, que se formou por volta de 1,3 bilhão e 900 milhões de anos atrás — o que significa que a história geológica da Zelândia é muito mais antiga do que os 500 milhões de anos inicialmente estimados.

Boa parte da missão de Turnbull e sua equipe foi criar um mapa 4D da costa oeste da Zelândia para visualizar como é essa fronteira em suas três dimensões e como ela evoluiu ao longo do tempo. No ano passado, Nick Mortimer ajudou a mapear o fundo do oceano na região. O mapa, que faz parte de uma iniciativa global que busca pesquisa todo o leito oceânico até 2030, revelou o tamanho e o litoral da Zelândia com detalhes sem precedentes.

Os pesquisadores esperam que os novos mapas detalhados, somados aos estudos sobre as partes mais antigas da Zelândia, sirvam como mais evidências de que este grande pedaço de terra submerso se trata de um continente — o oitavo continente, conforme aponta Mortimer. "Esperamos que Zelândia acabe chegando aos mapas mundiais gerais, seja ensinado nas escolas e se torne um nome tão familiar quanto a Antártica", concluiu ele.

A nova pesquisa foi publicada no dia 12 de maio deste ano, no periódico científico Geology.

Fonte: Canaltech

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