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Estudo da USP mostra que novo coronavírus pode infectar e matar células de defesa do organismo

·3 min de leitura

RIO - Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto indica que o novo coronavírus é capaz de infectar e levar à morte diferentes tipos de linfócitos, que são células-chave na defesa do organismo humano. A descoberta, inédita no mundo, serve de alerta aos profissionais de saúde, uma vez que poderia deixar os pacientes mais sucetíveis a infecções oportunistas.

No entanto, ainda não se sabe se esse ataque provoca de fato queda na imunidade. Mas os pesquisadores não descartam a possibilidade de a infecção deixar algum tipo de sequela no sistema de defesa.

Resultados da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram divulgados no repositório de artigos científicos bioRxiv. O artigo está em processo de revisão por pares.

"Logo no início da pandemia percebeu-se que a linfopenia (queda acentuada na contagem de linfócitos do sangue) era uma alteração hematológica frequente em pacientes com Covid-19 hospitalizados e que esse quadro estava associado a um prognóstico ruim, ou seja, maior risco de intubação e morte. Mas até agora não estava claro qual era a causa do problema" afirmou o virologista Eurico Arruda, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenador do estudo, à Agência Fapesp.

Arruda explica que, durante uma infecção viral, é esperado que parte das células de defesa saia da circulação e migre para o tecido afetado para ajudar no combate aos invasores. Contudo, autópsias de pacientes que morreram em decorrência da síndrome respiratória aguda grave associada ao Sars-CoV-2 mostraram que a quantidade de linfócitos presente nos tecidos infectados não era suficiente para explicar o quadro de linfopenia detectado enquanto essas pessoas ainda estavam internadas.

Os pesquisadores decidiram, então, investigar se o vírus estava no interior das células de defesa dos pacientes com Covid-19. Até então, grupos de cientistas tinham descrito que a carga viral era praticamente indetectável no sangue, mas eles tinham olhado para o fluido como um todo. Os pesquisadores da USP isolaram essas células de defesa e encontraram o Sars-CoV-2.

Resultados de laboratório indicam que o vírus não apenas entra nas células mononucleares como também se replicava em seu interior.

O grupo selecionou amostras de 15 indivíduos para analisar as diferenças nas taxas de células positivas para SARS-CoV-2. Para isso, os pacientes foram estratificados com base no tempo de coleta de amostra após o início dos sintomas.

A pesquisa com pacientes revelou altas taxas de linfócitos B infectados na UTI do no Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Segundo os cientistas, isso pode ajudar a explicar por que algumas pessoas quase não apresentam anticorpos após a infecção. A hipótese ainda precisa, no entanto, de mais investigação, ponderam. Quanto mais avançada estava a doença, maiores eram as taxas de células infectadas.

"O conjunto de dados sugere que o novo coronavírus pode infectar e se replicar nos linfócitos. Isso é um potencial complicador, pois pode deixar o paciente suscetível a infecções oportunistas e os hospitais estão repletos de bactérias resistentes. Os médicos precisam estar atentos a esse fato. Além disso, ainda não sabemos que tipo de efeito tardio isso pode ter no sistema imune, só descobriremos mediante investigações a serem feitas no seguimento dos pacientes convalescentes", afirmou Eurico Arruda para a Agência Fapesp.

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