Mercado abrirá em 10 hs
  • BOVESPA

    112.282,28
    +2.032,55 (+1,84%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.338,34
    +510,21 (+1,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,41
    +0,18 (+0,25%)
     
  • OURO

    1.763,50
    -15,30 (-0,86%)
     
  • BTC-USD

    43.705,12
    +1.636,57 (+3,89%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.097,95
    +57,47 (+5,52%)
     
  • S&P500

    4.395,64
    +41,45 (+0,95%)
     
  • DOW JONES

    34.258,32
    +338,48 (+1,00%)
     
  • FTSE

    7.083,37
    +102,39 (+1,47%)
     
  • HANG SENG

    24.501,53
    +279,99 (+1,16%)
     
  • NIKKEI

    29.639,40
    -200,31 (-0,67%)
     
  • NASDAQ

    15.187,25
    +23,75 (+0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2111
    +0,0023 (+0,04%)
     

Estudo confirma que proteger a camada de ozônio ajuda a manter o clima global

·3 minuto de leitura

O que não faltam são estudos que demonstram a grande importância da camada de ozônio para o planeta Terra — afinal, é ela quem protege todas as formas de vida da radiação ultravioleta do Sol. No entanto, até então, nenhuma pesquisa havia relacionado a proteção desta camada com a saúde das plantas, as quais desempenham um papel fundamental para o sequestro de carbono atmosférico e, consequentemente, para a manutenção do clima global.

A camada de ozônio, localizada na estratosfera, é responsável por bloquear a radiação ultravioleta do Sol, além de raios cósmicos mais distantes, que podem danificar severamente tecidos vivos como as plantas. “Sabemos que a camada de ozônio está ligada ao clima. Sabemos que os gases do efeito estufa afetam a camada de ozônio. Mas o que nunca fizemos antes disso foi conectar a camada de ozônio ao ciclo do carbono terrestre”, disse Paul Young, principal autor do estudo e cientista atmosférico e climático da Lancaster University.

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Em 1985, foi descoberto o buraco na camada de ozônio, provocado pela diretamente pela emissão de CFCs. No entanto, no mesmo ano, o Protocolo de Montreal estabeleceu a eliminação de produtos baseados nesses compostos químicos, o que garantiu a recuperação de boa parte da camada de ozônio. Pesquisas anteriores já haviam simulado como o mundo seria com esta proibição, mas nenhuma avaliou o que aconteceria com a Terra caso os CFCs continuassem a ser emitidos — muito menos os efeitos no ciclo do carbono.

Para o estudo, a equipe executou uma série de modelos para elaborar a imagem mais completa e simular dois cenários hipotéticos: o mundo projetado e o mundo evitado. Luke Oman, cientista físico do Goddard Space Flight Center, da NASA, e co-autor da pequisa, explicou que o mundo projetado é parecido ao caminho em que estamos atualmente. “O mundo evitado representa um caminho não percorrido”, acrescentou Oman. No cenário evitado, os pesquisadores presumiram que as emissões de CFCs aumentariam a uma taxa de 3% ao ano a partir da década de 1970.

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Os modelos indicaram que a camada de ozônio seria bem danificada em todo o planeta até 2050. Até 2100, os buracos de ozônio acima dos trópicos seriam mais severos do que o observado acima da Antártida. Uma camada empobrecida significaria uma maior incidência de raios UV sobre a superfície terrestre, inibindo as plantas de armazenarem o carbono em seus tecidos e no solo. Nesse cenário, os níveis de CO2 atmosférico seriam 30% mais elevados do que os níveis atuais. Consequentemente, o clima global subiria em até 0,85 °C.

O estudou revelou que as árvores e plantas, em geral, seriam bem menos eficientes em sua fotossíntese, dificultando, é claro, sua capacidade de remover o carbono da atmosfera. A pesquisa estimou que os danos às plantas, provocados pela radiação, resultariam em 520 bilhões de toneladas a menos de carbono armazenados em florestas, solo e vegetações. Para saber que o cenário do mundo evitado é parecido com o atual, os cientistas utilizaram dados históricos coletados por satélites da NASA, além de outros dispositivos parceiros.

A pesquisa foi publicada em 18 de agosto deste ano, na revista Nature.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos