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Estudo busca prever o clima marciano com base em padrões atmosféricos da Terra

·3 minuto de leitura

As futuras viagens para Marte precisarão superar muitos desafios para garantir a permanência humana por lá. Mas, para além dos equipamentos científicos e naves ainda em desenvolvimento, é necessário compreender a dinâmica atmosférica do Planeta Vermelho — ou de luas como Titã, a maior de Saturno. Em um novo estudo, cientistas estabelecem alguns parâmetros baseados em nosso planeta que podem ajudar a entender o padrão dessas atmosferas distantes.

A pesquisa, conduzida pela Universidade Yale, ajuda a estabelecer as bases para previsões mais precisas. Para isto, os pesquisadores usaram um fenômeno relacionado à corrente de ar da Terra e o aplicaram aos padrões meteorológicos já conhecidos em Marte e Titã. J. Michael Battalio, principal autor do estudo, acredita que as primeiras previsões com alta precisão, poderão levar décadas. "Mas, até lá, podemos contar com as conexões entre o clima e o tempo para ajudar a antecipar tempestades de poeira", acrescenta Battalio.

À direita, o planeta Marte totalmente encoberto por uma tempestade de poeira (Imagem: Reprodução/Reprodução/NASA)
À direita, o planeta Marte totalmente encoberto por uma tempestade de poeira (Imagem: Reprodução/Reprodução/NASA)

Aqui na Terra, a regularidade dos sistemas de tempestades nas latitudes médias está diretamente relacionada ao modo anular — a variabilidade no fluxo atmosférico que não tem relação com o ciclo de estações. Esse modo afeta os jatos de ar, a precipitação e até mesmo a formação de nuvens em todo o planeta. Ao concluir que a regularidade de tempestades de poeira no hemisfério sul de Marte era parecido com os redemoinhos terrestres, Battalio estabeleceu o caminho para a sua pesquisa.

Após conferir 15 anos de observações atmosféricas de Marte, Battalio percebeu que o planeta também possui seu modo anular. Então, Juan Lora, co-autor do estudo, sugeriu que este padrão fosse procurado também em Titã. Apesar de poucos dados sobre a atmosfera da lua, Lora elaborou um modelo climático global para ela, chamado Modelo Atmosférico de Titã (TAM). Com isto, eles descobriram que o modo anular por lá também exerce grande influência na atmosfera.

E mais: eles descobriram que os modos anulares de Titã e Marte exercem mais influência na atmosfera global do que os da Terra. De acordo com as simulações, eles são responsáveis por até metade da variabilidade do vento em Marte e cerca de ⅔ da variabilidade em Titã. As nuvens de metano e mudanças de superfície causadas pela chuva em Titã, aponta Lora, já foram observadas antes. “Agora, parece que esses eventos estão conectados a mudanças na forte corrente de jato de Titã, influenciados por seus modos anulares", acrescenta.

A lua Titã e parte de sua atmosfera (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI/CICLOPS/Kevin M. Gill)
A lua Titã e parte de sua atmosfera (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI/CICLOPS/Kevin M. Gill)

Battalio explica que encontrar modos anulares em mundos tão diferentes da Terra, como Marte e Titã, também significa que eles podem ser onipresentes nas atmosferas planetárias — como a de Vênus, ou até de exoplanetas. “Compreender e prever esses eventos é vital para a segurança das missões, especialmente aquelas que dependem da energia solar, mas também para todas as missões que pousem na superfície”, explica.

No Planeta Vermelho, por exemplo, uma tempestade de poeira regional pode ser tão espessa que escurece completamento o dia (ou “sol”, como se chama o dia marciano). Segundo os pesquisadores, é essa natureza periódica que permitiria que os modos anulares previssem as tempestades globais em Marte. "Um evento global é o que finalmente acabou com o rover Opportunity, mas o lento acúmulo de poeira está atualmente colocando em risco a sobrevivência da missão InSight", encerra Battalio.

A pesquisa foi publicado em 30 de agosto deste ano, na revista Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

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