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Estrelas da Via Láctea revelam mais sobre fusão com outra galáxia no passado

·2 minuto de leitura

Em um novo estudo, uma equipe de pesquisadores aplicou um método relativamente novo para identificar, com a maior precisão possível, a idade de uma amostra de 100 estrelas gigantes vermelhas em nossa galáxia. Assim, os resultados trouxeram as melhores evidências de quando a Via Láctea se formou — incluindo a colisão com uma galáxia satélite ocorrida há dez bilhões de anos, que determinou o formato da Via Láctea como a vemos hoje.

Os autores trabalharam com diferentes técnicas e fontes de dados para o estudo. Então, para conseguir a determinar com precisão a idade das estrelas, a equipe aplicou a asterosismologia, uma área relativamente nova que analisa a estrutura interna das estrelas por meio das oscilações, as ondas de que se movem pelo interior delas. “Com isso, conseguimos idades bem precisas, que são importantes para determinarmos a cronologia de quando os eventos aconteceram na Via Láctea primordial”, explica Mathieu Vrard, um dos autores.

Representação do encontro da Via Láctea com a galáxia satélite, ocorrido há cerca de 10 bilhões de anos (Imagem: Reprodução/V. Belokurov/ESO/Juan Carlos Muñoz)
Representação do encontro da Via Láctea com a galáxia satélite, ocorrido há cerca de 10 bilhões de anos (Imagem: Reprodução/V. Belokurov/ESO/Juan Carlos Muñoz)

Além disso, eles também utilizaram o APOGEE, um equipamento espectroscópico que fornece a composição química das estrelas, como outra fonte de informação para ajudar a determinar a idade delas: “mostramos o grande potencial da asterosismologia em combinação com a espectroscopia, para determinar a idade de estrelas individuais”, comentou Josefina Montalban, autora que liderou o estudo. Assim, juntando os dados das estrelas a outros, os pesquisadores mostraram o que aconteceu durante a fusão da Via Láctea com Gaia-Enceladus, uma galáxia satélite.

Fiorenzo Vicenzo, co-autor do estudo, explica que, quando isso aconteceu, a Via Láctea já tinha sua própria população de estrelas — tanto que muitas dessas “feitas em casa” acabaram no disco espesso mais ao centro da galáxia, enquanto a maioria que foi capturada durante a colisão foi para o halo externo. O cálculo da idade das estrelas determinou, pela primeira vez, que aquelas que eram de Gaia-Enceladus têm idades similares ou são mais jovens quando comparadas à maioria das estrelas nascidas na Via Láctea. Além disso, a fusão foi tão violenta que aumentou a excentricidade das órbitas das estrelas que já estavam por aqui.

Vicenzo compara os movimentos das estrelas com um baile: as de Gaia-Enceladus “dançam” de forma um pouco diferente daquelas que foram formadas na Via Láctea, e também há diferenças na “vestimenta” delas, já que têm composição diferente daquelas nascidas em nossa galáxia. Os pesquisadores explicam que este estudo foi um passo inicial, e agora querem aplicar a mesma técnica para amostras mais amplas, além de incluir formações mais discretas do espectro. “Eventualmente, isso vai nos levar a uma visão bem mais nítida da formação e evolução da Via Láctea, criando uma linha do tempo de como nossa galáxia se formou”, finaliza ele.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

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