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Estrelas antigas sugerem que Via Láctea teve nascimento "solitário"

A Via Láctea parece ter sido formada em um ambiente mais solitário do que se pensava — até então, as teorias convencionais apontam que nossa galáxia nasceu da fusão de outras menores. A conclusão vem de um estudo de Madeline Lucey, da Universidade do Texas, que investigou 500 antigas estrelas no interior da nossa galáxia.

Ela explica que a parte interna da Via Láctea é a mais antiga, ou seja, é a ideal para estudos do surgimento da Via Láctea. Assim, analisar as características químicas e dinâmicas das chamadas ricas em carbono e pobres em metais (ou “CEMP”, na sigla em inglês), é possível entender a origem e evolução da Via Láctea.

Apesar de sua importância, o centro da nossa galáxia é uma das regiões menos compreendidas devido à dificuldade de estudá-lo. Assim, Lucey analisou cerca de 500 estrelas com baixa presença de metais com o espectrógrafo que equipa o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul.

O centro da Via Láctea é uma das regiões menos compreendidas dela (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/UMass/QD Wang/NRF/SARAO/MeerKAT)
O centro da Via Láctea é uma das regiões menos compreendidas dela (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/UMass/QD Wang/NRF/SARAO/MeerKAT)

O estudo também trouxe evidências de que a primeira geração de estrelas da Via Láctea era mais massiva que aquelas formadas hoje. Contudo, Lucey destaca que a formação de estrelas em um ambiente onde há apenas hidrogênio, hélio e lítio é bem diferente daquela ocorrida onde há mais elementos.

“Sem os elementos mais pesados, é difícil formar estrelas menores e, portanto, a primeira geração de estrelas seria geralmente mais massiva”, observou. Segundo ela, as evidências mostram que a primeira geração de estrelas que veio antes das CEMP tinha massa inicial maior.

Até então, pensava-se que o processo de formação da galáxia iria formar um bojo “clássico”, ou seja, uma estrutura que surge quando galáxias menores se fundem logo no início da evolução da maior. Entretanto, ela ressalta que esta estrutura não é observada na Via Láctea, o que sugere que a formação dela foi mais isolada do que se pensava.

Existem, ainda, especulações sobre a possibilidade de a Via Láctea abrigar algumas das estrelas de População III, as mais antigas do universo. Elas podem existir na região mais interna da galáxia — e, para Lucey, buscar estas estrelas é como procurar uma agulha em um palheiro, mas a boa notícia é que há tecnologia capaz de estudar esta área.

Os resultados do estudo foram apresentados durante o 241º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

Fonte: Canaltech

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