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Estrela morta emite radiação que pode solucionar um mistério da astronomia

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Uma observação mundial, feita em colaboração com o telescópio do observatório espacial de alta-energia integral da ESA, detectou uma mistura única de radiação partindo de uma estrela morta na nossa galáxia, e pode ser que finalmente saberemos mais sobre as origens das chamadas Explosões Rápidas de Rádio. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal.

Os cientistas já estavam na expectativa desde o final de abril, que foi quando o magnetar SGR 1935+2154 se reativou e passou a emitir ondas de rádio além dos já esperados raios-X. Naquele momento, observatórios em todo o mundo foram alertados para que os astrônomos não perdessem a chance de explorar esse fenômeno tão raro; afinal, os magnetares produzem brevíssimas emissões de energia, enquanto as Explosões Rápidas de Rádio emitem ondas de rádio que duram milissegundos e desaparecem em seguida, com origem que, até agora, era desconhecida.

No mesmo dia, astrônomos canadenses observaram uma explosão de ondas de rádio curta, mas muito brilhante, na direção do SGR 1935+2154 no mesmo instante da emissão dos raio-X. Quando a explosão ocorreu, o magnetar estava no campo de visão do instrumento IBIS, e foi detectado automaticamente pelo software do satélite. Assim, o Centro de Dados Científicos do Integral pôde alertar observatórios de todo o mundo.

Arte que mostra como o instrimento IBIS reconstrói imagens (Imagem: ESA)
Arte que mostra como o instrimento IBIS reconstrói imagens (Imagem: ESA)

Volodymyr Savchenko, coautor e membro do Centro de Dados Científicos do Integral na Universidade de Genebra, explica que o gerador de imagens IBIS foi essencial para os pesquisadores identificarem com precisão a origem dessa explosão e a associarem ao magnetar. Sandro Mereghetti, pesquisador do Instituto Nacional de Astrofísica, vê essa como a primeira conexão de observações de magnetares e Explosões Rápidas de Rádio. Essa grande descoberta será essencial para os pesquisadores saberem mais sobre a origem destes fenômenos.

Erik Kuulkers, membro do projeto Integral, ressalta a importância da abordagem: “Esse tipo de abordagem colaborativa, com vários comprimentos de onda que possibilitou as descobertas, destaca a importância da coordenação oportuna da investigação científica em larga escala”. E nada mais justo: afinal, cientistas de diversos locais atuaram e foram capazes de elucidar uma questão que ficou sem resposta durante anos.

Fonte: Canaltech

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