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Estrela gigante de sistema binário parece "piscar" devido a companheira oculta

·3 minuto de leitura

Perto do coração da Via Láctea, a mais de 25 mil anos-luz de nós, há uma estrela com quase 100 vezes o tamanho do Sol. A estrela gigante VVV-WIT-08 mostrou grande redução em seu brilho a ponto de quase desaparecer do céu, mas depois voltou aos níveis normais de brilho. Geralmente, isso pode acontecer devido à pulsação da própria estrela ou por uma companheira que a oculta durante um eclipse — e uma equipe de cientistas de diversas instituições propõe que este possa ser o caso de um novo tipo de sistema binário.

O estudo foi liderado pelo Dr. Leigh Smith, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, junto de cientistas de outras instituições. Como a estrela fica em uma região densa da Via Láctea, a equipe considerou a possibilidade de algum objeto escuro ter passado na frente da estrela por acaso, mas realizaram simulações e viram que isso não seria possível. Então, para eles, a VVV-WIT-08 pode fazer parte de uma nova classe de sistemas estelares binários, com estrelas “gigantes piscantes”.

Nesse cenário, uma estrela 100 vezes maior que o Sol seria oculta uma vez a cada algumas décadas por sua companheira, que não pode ser observada. Este outro objeto responsável pelo eclipse pode tanto ser outra estrela quanto um planeta, e estaria cercado por um disco opaco que cobre a estrela gigante — é por isso que ela some e depois volta a aparecer no céu. O Professor Philip Lucas, da Universidade de Hertfordshire e co-líder do projeto, comentou que, às vezes, eles encontram estrelas variáveis que não se encaixam em nenhuma categoria que, por enquanto, são enigmáticos: “realmente não sabemos como essas gigantes piscantes surgiram”, disse.

Confira a animação abaixo, que mostra o disco de poeira que pode ter causado o efeito no brilho da estrela:

A estrela VVV-WIT-08 foi encontrada pelo projeto VISTA Variables in the Via Lactea (VVV), que utiliza o telescópio VISTA, no Chile, e vem observando o mesmo bilhão de estrelas há quase uma década para identificar exemplos de brilho variante na parte infravermelha do espectro de luz. Além dos dados do VVV, o escurecimento da estrela foi identificado pelo Optical Gravitational Lensing Experiment (OGLE), um estudo de longa data que observa mais frequentemente a parte mais próxima da parte visível do espectro eletromagnético.

Os dados mostraram que a VVV-WIT-08 escurecia na mesma proporção tanto na luz visível quanto na infravermelha, e a equipe do Reino Unido encontrou mais duas estrelas peculiares do tipo. Outros sistemas do tipo já foram identificados antes, como o da estrela gigante Epsilon Aurigae, sendo eclipsada parcialmente por um grande disco de poeira a cada 27 anos. Já o TYC 2505-672-1 é uma descoberta mais recente, e representa o sistema binário eclipsante com período orbital mais longo.

Essas estrelas podem ser uma nova classe de estrelas "gigantes piscantes" para os astrônomos investigarem: “com certeza há mais desses para descobrirmos, mas o desafio agora é descobrir o que são os esses companheiros ocultos e como eles foram cercados por discos, apesar de terem órbitas tão distantes da estrela gigante”, disse Smith. “Com isso, podemos aprender algo novo sobre a evolução desses tipos de sistemas”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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