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Estrategistas avaliam perspectivas para ouro após efeito vacina

Eddie Spence, Ranjeetha Pakiam e Yvonne Yue Li
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A disputada eleição presidencial nos Estados Unidos chegou ao fim e investidores que apostam no ouro ficaram entusiasmados com a perspectiva de uma presidência de Joe Biden. Mas a notícia sobre a vacina desenvolvida pela Pfizer teve efeito esmagador.

Depois de ser negociado em uma faixa estreita por quase dois meses, o ouro finalmente ganhou impulso suficiente para subir mais após as eleições, sendo negociado perto de US$ 1.966 a onça na segunda-feira. Mas o anúncio da Pfizer de que sua possível vacina mostrou 90% de eficácia na prevenção da Covid-19 desencadeou uma onda vendedora. No fechamento, o ouro havia despencado 4,5%, a maior queda desde a correção de agosto.

“As novidades da vacina da Pfizer podem significar que teremos tanto estímulo quanto reflação”, disse Tai Wong, responsável por negociação de derivativos de metais na BMO Capital Markets. “Um pacote de estímulo de modesto a grande, dependendo do resultado do Senado, e o forte crescimento da economia irá estimular a inflação. Mas isso é o futuro, por enquanto precisamos encontrar algum equilíbrio.”

A volatilidade no início da semana dificulta as previsões para o ouro. Os preços subiram 1,3%, para US$ 1.887,35 a onça no pregão europeu na terça-feira, talvez por causa de algumas análises mais sóbrias sobre obstáculos que ainda precisam ser eliminados para a vacina. O aumento dos casos de coronavírus e a preocupante transição do presidente eleito ao poder dão mais razões para cautela.

Questão de rendimento

Com a possibilidade de obter as primeiras remessas de vacinas até o final do ano, investidores claramente veem luz no fim do túnel para a pandemia. A lógica é que a descoberta de uma vacina vai dar força à recuperação, encurtando o prazo para o aperto da política monetária pelos bancos centrais, segundo Georgette Boele, do ABN Amro Bank.

“Se uma vacina for lançada, a economia se recuperará mais rapidamente”, disse Boele. “Os bancos centrais podem precisar afrouxar menos, ou a política monetária pode ser mantida acomodatícia por um período mais curto.”

Isso seria ruim para o ouro, que se beneficiou do dilúvio dos estímulos deste ano. O ouro bateu recorde em agosto, impulsionado por um colapso dos rendimentos reais dos títulos do Tesouro dos EUA diante da política acomodatícia do Federal Reserve.

De acordo com Boele, o próximo nível-chave para o ouro deve ser a mínima prévia de US$ 1.850, da qual se recuperou durante as correções anteriores. Se o ouro ficar acima disso, o rali pode ser retomado, enquanto uma queda abaixo desse patamar pode trazer mais pressão de baixa.

O Citigroup disse que o ouro pode estender a queda para US$ 1.775 a US$ 1.825 no curto prazo, mas que voltaria a comprar em um mergulho próximo à média de 200 dias, já que os riscos econômicos permanecem elevados. Embora analistas do banco tenham reduzido sua meta de zero a três meses para US$ 1.800, mantiveram o cenário de seis a 12 meses em US$ 2.300 a US$ 2.400, observando que o Fed ainda está comprando cerca de US$ 80 bilhões em títulos do Tesouro por mês.

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