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Estratégia de vacinação do Chile atrai investidores de títulos

Eduardo Thomson
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Chile planeja vender até US$ 19 bilhões em títulos no próximo ano, com a aposta de que os mercados financeiros terão como foco a distribuição de vacinas e não a possibilidade de protestos no país, disse Andrés Pérez, coordenador internacional de Finanças do Ministério da Fazenda.

Investidores elogiaram o Chile por já garantir vacinas suficientes para inocular toda a população, disse Pérez em entrevista. Embora investidores de títulos ainda perguntem sobre a pesada agenda política em 2021, há maior interesse nas vacinas, afirmou.

“Os investidores estrangeiros olham para o calendário político”, disse Pérez. “Mas é algo que pesa muito mais para investidores locais do que para estrangeiros.”

O governo do presidente Sebastián Piñera prepara um programa de financiamento antes do aumento de quase 10% das despesas públicas no próximo ano. Com isso, autoridades buscam manter a confiança dos investidores em meio à incerteza de duas eleições, uma nova Constituição e instabilidade social persistente. Alguns analistas alertaram que a política pode prejudicar as regras fiscais que deram ao Chile a nota de crédito soberano mais alta da América Latina.

Com uma população de cerca de 18 milhões, o Chile garantiu compromissos e contratos para cerca de 34 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus de laboratórios como Pfizer-BioNTech, AstraZeneca-Oxford e Sinovac. A vacinação de profissionais médicos da linha de frente começou neste mês.

Títulos verdes

O governo planeja vender cerca de US$ 19 bilhões em títulos em 2021, dos quais US$ 12,8 bilhões serão novas emissões, enquanto o restante irá refinanciar dívidas existentes. O montante da nova dívida é semelhante ao que o Tesouro do Chile emitiu em 2020.

Para evitar a exclusão de investidores locais, o Chile planeja aumentar para US$ 6 bilhões o montante da dívida em moeda estrangeira, disse Pérez. Títulos verdes ou sociais representarão uma parte desse volume, embora as autoridades ainda não tenham decidido quanto.

Os títulos soberanos externos do Chile pagam rendimento médio de 2,74% em comparação com 3,6% para o Brasil e 5% para o México, de acordo com os índices do JPMorgan.

Em 2020, o Chile emitiu US$ 6,2 bilhões em títulos verdes, uma estratégia alinhada às metas climáticas do governo e também “faz sentido do ponto de vista financeiro, com juros mais baixos e uma base de investidores mais ampla”, disse Pérez.

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©2020 Bloomberg L.P.