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‘Estou sempre tocando, não dá pra envelhecer’, diz Gilson Peranzzetta, que se apresenta nesta sexta, pelo Blue Note

Ricardo Ferreira
·2 minuto de leitura

Gilson Peranzzetta faz 75 anos na próxima quarta-feira, dia 21, mas jura que se sente como um garoto. Aclamado como um dos principais pianistas e arranjadores da música brasileira, o músico conta que está cheio de gás, compondo e tocando todos os dias, e gravando disco novo — “Caderno espanhol”, uma homenagem aos tempos em que morou em Barcelona. Hoje, às 21h, para celebrar a data, ele apresenta um show com músicas que marcaram sua carreira com participação de um time de convidados que inclui Áurea Martins, Ivan Lins, Jane Duboc, João Senise, Leila Pinheiro, Mauro Senise, Mônica Salmaso, Rosa Passos, Teco Cardoso e Wanda Sá. A transmissão é pelo canal do Blue Note no YouTube (/bluenoterio e /bluenotesp).

O pianista gravou parte das músicas em sua casa, assim como os convidados. As úncias gravações em conjunto foram com Áurea Martins, Wanda Sá, João Senise e Ivan Lins, que se encontraram com o homenageado no estúdio La Maison, na Urca.

— Pensei em convidados que estavam mais próximos de mim e também disponíveis, porque muita gente não podia. E, se fosse com todos que eu gostaria, seriam cinco anos de show — brinca Peranzzetta, refletindo sobre a idade. —Uma coisa impressionante é que eu não consigo me imaginar com 75 anos (risos). Não me vejo assim. Acho que é a cabeça, estou sempre tocando, não dá pra envelhecer — diz o pianista, que no show de hoje vai tocar músicas suas como “Nós, as crianças” e “Quando eu te encontrei”, além de outras canções como “Bala com bala” (João Bosco e Aldir Blanc) e “Marina” (Dorival Caymmi).

Nascido e criado no subúrbio do Rio, em Brás de Pina, Gilson Peranzzetta começou a trabalhar com música aos 10 anos, tocando acordeom ao lado do irmão mais velho, Gelson.

— Tínhamos uma dupla chamada Ping Pong, que era patrocinada pela marca de chiclete. Tocávamos no clube de Brás de Pina, de onde também saíram Wanderléa e Paulo Sérgio. Dois anos depois, passei para o piano — diz.

Aos 19 anos, quase teve a carreira interrompida de vez. Durante o serviço militar obrigatório, por um acidente, levou um tiro de metralhadora no antebraço direito. No hospital, o médico disse que, em vez de amputar, ia testar uma tecnologia nova de tendões de nylon. Deu (muito) certo. De lá para cá, foram mais de 60 álbuns gravados, inúmeras parcerias e colaborações que o colocaram no patamar dos grandes. Ele só recorda um arrependimento ao longo dos 65 anos de carreira.

— Eu estava nos Estados Unidos nos anos 1980 e o Quincy (Jones, lendário produtor americano) me pediu pra ficar porque a Sarah Vaughan estava voltando do Japão, e era pra gravar um disco com ela. Mas, sei lá, me deu alguma uma coisa que eu voltei pro Brasil — lembra o músico, que completa. — Tirando isso, fiz tudo o que gostaria de ter feito.