Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.909,03
    -129,08 (-0,11%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.867,15
    +618,13 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,77
    -0,15 (-0,23%)
     
  • OURO

    1.834,30
    -3,30 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    55.971,96
    -2.600,51 (-4,44%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.474,45
    -86,85 (-5,56%)
     
  • S&P500

    4.188,43
    -44,17 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    34.742,82
    -34,94 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.123,68
    -6,03 (-0,08%)
     
  • HANG SENG

    28.595,66
    -14,99 (-0,05%)
     
  • NIKKEI

    29.045,95
    -472,39 (-1,60%)
     
  • NASDAQ

    13.320,00
    -36,75 (-0,28%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3586
    +0,0184 (+0,29%)
     

Estoque de vacinas: como é feita a distribuição de doses entre países?

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

No Brasil e em muitos países, a oferta de vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2 é baixa e apenas grupos prioritários — aqueles que têm maior possibilidade de óbito em decorrência da infecção — são imunizados. No entanto, está não é a realidade de todos e algumas nações estudam a venda e até mesmo doações de doses de imunizantes contra a COVID-19, como os Estados Unidos, a Dinamarca e África do Sul.

No globo, a formação de estoques de vacinas contra a COVID-19 está relacionada aos posicionamentos das agências reguladoras locais e a autorização de uso (ou não) de imunizantes comprados durante o estágio de desenvolvimento. É o que acontece com a Covishield (vacina de Oxford/AstraZeneca) após ser relacionada a um evento adverso raro em pessoas mais jovens: a formação de coágulos sanguíneos e casos de trombose. Efeito similar também aconteceu com o imunizante da Janssen, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson, mas o seu uso já foi retomado nos EUA, por exemplo.

Com estoque de vacinas contra a COVID-19, Estados Unidos deve compartilhar milhões de doses da Covishield com outros países (Imagem: Reprodução/Microgen/Envato Elements)
Com estoque de vacinas contra a COVID-19, Estados Unidos deve compartilhar milhões de doses da Covishield com outros países (Imagem: Reprodução/Microgen/Envato Elements)

EUA podem compartilhar até 60 milhões de doses da vacina Covishield

Nesta semana, a Casa Branca anunciou que os EUA devem compartilhar com outros países até 60 milhões de doses de vacinas da Covishield contra o coronavírus nos próximos meses, focando no envio de doses para a Índia. Até então, o plano inicial era enviar cerca de 4 milhões de doses para o México e outras 4 para o Canadá. A mudança de planos é resultado do excedente de imunizantes disponíveis no país, o que foi possível através de uma política de investimento em pesquisa e aquisições preliminares.

Em específico, a exportação destas doses da AstraZeneca acontece porque a fórmula da Covishield ainda não foi aprovada pela autoridade que regula os medicamentos nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA). Em paralelo, o governo norte-americano tem milhões de doses armazenadas de outros fabricantes, como doses da Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson. Vale lembrar que todas já obtiveram autorização de uso.

“Considerando o forte portfólio de vacinas que os EUA já possuem, e que foram autorizadas pela FDA, e dado que a vacina da AstraZeneca não está autorizada para uso nos EUA, não precisamos de usar esse produto aqui durante os próximos meses”, explicou Jeff Zients, coordenador do Plano de Combate à COVID-19 da Casa Branca. Além disso, mais de 53% dos adultos nos EUA já receberam pelo menos uma dose de algum imunizante contra o coronavírus.

Entenda o caso da Dinamarca e da África do Sul

Diferente dos EUA, a Dinamarca abandonou por completo o uso da vacina Covishield contra a COVID-19, após a identificação de alguns casos de trombose relacionados ao imunizante. Mesmo que a decisão não seja consenso e que o uso da fórmula ainda seja justificado diante do elevado risco da infecção, o país Europeu agora se movimenta para vender as doses já compradas.

Até o momento, a República Tcheca demonstrou interesse comprar "todas as vacinas da AstraZeneca da Dinamarca". Além disso, a Estônia, a Letônia e a Lituânia também manifestaram interesse na aquisição dos imunizantes. "Ainda temos menos vacinas do que as pessoas dispostas a serem vacinadas", contou a primeira-ministra da Lituânia, Ingrida Simonyte, defendendo o interesse de compra das doses pelo país.

África do Sul é outro país que descartou o uso de doses da Covishield contra a COVID-19, mas por outros motivos. Em fevereiro, foram divulgados dados de estudo onde o imunizante demonstrou uma proteção mínima contra a variante sul-africana (B.1.351) do coronavírus e, dessa forma, o governo local buscou outros fabricantes para a imunização nacional. Inclusive, 1 milhão de doses foram vendidas para os outros estados-membros da União Africana (UA).

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: