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Estoque de crédito alcança R$ 4,2 trilhões em maio, diz BC

·2 min de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25-04-2013 - Cliente, entra no Banco Central, no Setor Bancário Sul, em Brasília (DF). (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25-04-2013 - Cliente, entra no Banco Central, no Setor Bancário Sul, em Brasília (DF). (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O saldo de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 4,2 trilhões em maio, uma alta de 1,2% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo BC (Banco Central).

No mês, houve crescimento de 0,7% na concessão de crédito às empresas e de 1,7% às famílias.

Em maio, linhas de crédito como capital de giro, antecipação de recebíveis e adiantamento sobre contrato de câmbio (ACC) puxaram a alta para empresas. Para as famílias, houve elevação no cartão de crédito, no crédito consignado, no crédito pessoal e em aquisição de veículos e financiamento imobiliário para as famílias.

Embora o saldo tenha subido em maio, os bancos concederam menos empréstimos quando o número é calculado com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis, para facilitar a comparação.

Pela série dessazonalizada, houve queda de 1,9% no mês em novos créditos, com redução de 2,1% para as famílias e crescimento de 0,9% para empresas. Ao todo, os bancos emprestaram R$ 391,3 bilhões no período. ​

A carteira de crédito dos bancos cresceu 16,1% no acumulado de 12 meses terminados em maio.

Em maio, a taxa média de juros cobrada nos empréstimos ficou em 19,9% ao ano, queda de 0,4 ponto percentual no mês e de 0,8 ponto em 12 meses.

O spread –​diferença entre a taxa de captação dos bancos e o que eles cobram em empréstimos– ficou em 14,5 pontos, redução de 0,4 ponto no mês e 2,2 pontos nos 12 meses.

A inadimplência cresceu 0,1 ponto percentual em maio e alcançou 2,3%. Em 12 meses, no entanto, houve queda de 0,9 ponto percentual.

Na pandemia, a inadimplência alcançou os menores níveis da história. A avaliação é que o auxílio emergencial e renegociações das parcelas de empréstimos promovidas pelos bancos durante a pandemia evitaram os calotes.

O estoque de financiamentos atingiu a marca de R$ 4 trilhões pela primeira vez na história em dezembro do ano passado, impulsionado principalmente por programas do governo para crédito às pequenas e médias empresas em meio à pandemia de Covid-19.