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Estoque de celulose da Suzano está em nível inferior ao de antes da fusão com Fibria

Stella Fontes
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Contudo, não há orientação de recomposição desse volume, disse o presidente da companhia, Walter Schalka Claudio Belli/Valor Os estoques de celulose da Suzano estão em níveis inferiores aos vistos antes da fusão com a Fibria, mas não há orientação, neste momento, de recomposição desses volumes, disse o presidente da companhia, Walter Schalka. “No quarto trimestre, teremos outras paradas [para manutenção], então vamos acompanhar o mercado para decidir a alocação de volumes. Os estoques estão abaixo dos níveis históricos e não existe pré-determinação de reposição agora”, disse o executivo, em teleconferência com jornalistas, nesta sexta-feira. Conforme Schalka, um incêndio no início do mês na unidade de Jacareí, no interior de São Paulo, afetou a produção na fábrica em 15 mil toneladas de celulose. Esse volume, observou, não é significativo frente à produção alcançada no terceiro trimestre, de 2,5 milhões de toneladas. Em relação à entrada de novas capacidades produtivas a partir de 2021, o executivo comentou que a Suzano está “cautelosamente otimista” neste momento, no que diz respeito à oferta e demanda da matéria-prima. “Antevemos crescimento de demanda no ano que vem e a oferta não crescerá na mesma proporção, porque a entrada de novos projetos acontece de forma lenta durante o ano. Então, haverá pouco impacto da oferta e impacto relevante de demanda”, disse. A Suzano deve encerrar 2020 com investimentos entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,3 bilhões, em linha com o programa anunciado. O orçamento para 2021 deve ser anunciado junto com os resultados do quarto trimestre, mas a companhia já havia indicado que o valor a ser desembolsado caminhava para ser inferior ao de 2020.