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Estoque de alimentos por países em pandemia acelera preços

Isis Almeida e Dan Murtaugh
·3 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Importadores de commodities agrícolas iniciaram uma onda de compras desde que a pandemia de Covid-19 abalou as cadeias de suprimentos.

A Jordânia acumulou reservas recordes de trigo, enquanto o Egito, o maior comprador mundial do grão, surpreendeu quando decidiu acessar mercados internacionais durante a colheita no país e aumentou as compras em mais de 50% desde abril. Taiwan disse que aumentará os estoques de alimentos estratégicos, e a China acelera as compras para alimentar seu crescente plantel de suínos.

As compras antecipadas destacam como os países tentam se proteger diante da preocupação de que o coronavírus interrompa as operações portuárias e afete o comércio global. A pandemia já abalou as cadeias de suprimentos domésticas do campo ao consumidor final, que forneciam estoques na medida apenas para atender à demanda. Prateleiras vazias no mundo todo levaram consumidores a mudar seus hábitos de compra.

“A Covid-19 forçou consumidores a mudarem do gerenciamento de estoque just-in-time para uma abordagem mais conservadora chamada de just-in-case (se acaso)”, disseram analistas do Bank of America liderados Francsico Blanch, responsável por commodities globais. “O resultado é que consumidores têm mantido mais estoques como precaução contra futuras interrupções no fornecimento.”

Vários fatores têm contribuído para a alta dos preços do milho, trigo e soja, como inundações na China e aumento das compras do país para cumprir os compromissos da primeira fase do acordo comercial com os EUA. Mas o governo de Pequim também quer aprender com as lições da pandemia e garantir que seus estoques sejam altos o suficiente para enfrentar problemas de abastecimento, disseram pessoas a par da situação no mês passado.

Alguns países decidiram antecipar compras de alimentos para garantir o abastecimento, caso o coronavírus abalasse as cadeias de suprimento, disse Abdolreza Abbassian, economista sênior da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Apenas alguns de fato buscavam aumentar as reservas estratégicas, como Egito e Paquistão, mas também tinham outros motivos, como acesso a moeda estrangeira, tamanho do abastecimento interno e a necessidade de manter os preços domésticos sob controle.

Os preços agrícolas têm subido com o maior volume de compras, além da maior demanda da China e seca na região do Mar Negro. Esses fatores contribuíram para que o subíndice Bloomberg Agriculture, que mede os principais contratos futuros de produtos agrícolas, subisse quase 20% desde junho. Os preços do açúcar aumentaram com a reposição dos estoques da China, disse Geovane Consul, CEO da BP Bunge Bioenergia, joint venture entre a Bunge e a petroleira BP.

E a China ainda pode colocar mais lenha na fogueira no ano que vem. O país, que lidera as importações de vários produtos, como petróleo, minério de ferro e soja, planejam aumentar as reservas gigantescas do estado como parte de seu plano quinquenal.

“A China certamente apoiaria os preços das commodities se fizesse compras tão extensas”, disse o analista do Commerzbank, Daniel Briesemann, em relatório.

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