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Estimulante sexual "melzinho do amor" pode causar problemas sérios de saúde

·3 minuto de leitura

Popular nas redes sociais e entre jovens, o suposto estimulante sexual "melzinho do amor" é uma substância de venda proibida no Brasil. A promessa é de que o composto faça milagres na hora H e de que seja 100% natural, mas ele pode causar efeitos colaterais graves, incluindo o risco de morte. É o que apontou uma análise feita pelo Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox).

O “melzinho do amor” é, normalmente, encontrado no formato de sachê. A partir da análise dos cientistas da Unicamp, na embalagem, estão descritos apenas alguns de seus compostos, como café, extrato de caviar, ginseng, maçã, gengibre, canela, mel da Malásia e Tongkat Ali (Eurycoma longifolia). No entanto, a composição também incluiu alguns remédios.

Proibido, "melzinho do amor" pode causar priapismo prolongado (Imagem: Reprodução/Garetsworkshop/Envato Elements)
Proibido, "melzinho do amor" pode causar priapismo prolongado (Imagem: Reprodução/Garetsworkshop/Envato Elements)

Anvisa proíbe a comercialização

No Brasil, a venda do “melzinho do amor” foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 27 de maio deste ano, através da Resolução 2.133. Além da comercialização, é proibida a distribuição, fabricação e publicidade do produto. No entanto, é possível encontrar o composto em sites da internet, por exemplo.

Na decisão, foi esclarecido que a substância não apresentava registro no órgão ou qualquer comprovação de sua real composição. Sem saber o conteúdo, a fiscalização do controle de qualidade também é impossível.

Análise do "melzinho do amor"

Na análise da Unicamp, os pesquisadores partiram de três amostras do "melzinho do amor", de diferentes marcas. Segundo a equipe, apesar de as embalagens apontarem composição 100% natural, foi detectada a presença de dois remédios, Sildenafila e Tadalafila. Ambas são utilizadas para tratamento da disfunção erétil.

Para o coordenador do CIATox, José Luiz Costa, o uso dessas substâncias depende de avaliação médica, sobretudo para pessoas que sofrem de problemas de saúde, como cardiopatias e hipertensão descontrolada.

“Quando uma pessoa toma um medicamento com recomendação, o médico sabe quais são seus problemas de saúde. O risco de efeito adverso existe, mas é controlado. Alguém que faz uso desses medicamentos por conta própria pode estar colocando sua saúde em risco sem saber. Apesar do rótulo dizer que na composição constam apenas extratos de plantas, não há nada de natural neles”, afirma Costa.

Complicações do uso do composto

"A utilização sem prescrição desses fármacos pode provocar efeitos indesejados graves, como o priapismo prolongado [uma ereção longa e dolorosa com risco de necrose do pênis] e lesão irreversível do membro. Para mulheres com problemas de saúde, como cardiopatias, também há riscos", alerta o CIATox.

Além disso, a ingestão concomitante com álcool ou outros fármacos pode elevar o risco de intensificação de efeitos colaterais, como tontura, hipotensão arterial e dores de cabeça. Em pacientes cardiopatas, a Sildenafila e a Tadalafila podem acarretar hipotensão grave, potencialmente fatal.

Fonte: Canaltech

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