Mercado fechado
  • BOVESPA

    98.672,26
    +591,91 (+0,60%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.741,50
    +1.083,62 (+2,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    107,06
    +2,79 (+2,68%)
     
  • OURO

    1.828,10
    -1,70 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    21.468,45
    +121,40 (+0,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    462,12
    +8,22 (+1,81%)
     
  • S&P500

    3.911,74
    +116,01 (+3,06%)
     
  • DOW JONES

    31.500,68
    +823,32 (+2,68%)
     
  • FTSE

    7.208,81
    +188,36 (+2,68%)
     
  • HANG SENG

    21.719,06
    +445,19 (+2,09%)
     
  • NIKKEI

    26.491,97
    +320,72 (+1,23%)
     
  • NASDAQ

    12.132,75
    +395,25 (+3,37%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5524
    +0,0407 (+0,74%)
     

Estimativas para Selic chegam a 14% com inflação pressionada

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

(Bloomberg) -- A inflação no Brasil está tão alta que um número expressivo de economistas espera que o Banco Central aumente as taxas de juros muito além do que os diretores da instituição consideravam necessário apenas alguns meses atrás.

Economistas do Credit Suisse e BNP Paribas estão entre aqueles que esperam que a taxa básica de juros, agora em 12,75%, encerre o atual ciclo de aperto monetário em 14,25% ou próximo disso, igualando seu último pico em 2016. A maioria dos economistas consultados pela Bloomberg ainda vê a taxa terminando o ano em 13,25%.

“A inflação corrente continuará surpreendendo os banqueiros centrais, assim como as expectativas de inflação”, disse Lucas Vilela, economista do Credit Suisse. O plano de voo, que seria entregar um aumento final neste mês, “terá que mudar”, disse ele.

As apostas em juros mais altos mostram o quão difícil será para a instituição liderada por Roberto Campos Neto ajustar a política monetária em tempos de guerra e rupturas na cadeia de suprimentos. Os diretores do BC sinalizaram que gostariam de parar de subir o juro em 12,75%, mas tiveram que sinalizar outro aumento de 50 pontos-base como “provável” após indicadores de preços decepcionantes. Eles já aumentaram a taxa básica em 10,75 pontos percentuais desde o ano passado – entre os ciclos de aperto mais agressivos do mundo após a pandemia.

Apesar dos esforços do banco, os preços continuaram a subir mais do que o esperado e levaram as estimativas de inflação para ainda mais acima da meta, o que prejudica as chances de o presidente Jair Bolsonaro ser reeleito em outubro. Quase um terço de seus apoiadores disseram que podem mudar de voto se a inflação continuar acelerada nos próximos meses, de acordo com a pesquisa Datafolha da semana passada, que mostrou a ampliação da vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O aumento dos preços ao consumidor é uma dor de cabeça para quase todos os líderes mundiais hoje em dia, mas o impacto é desproporcional sobre os pobres no Brasil, onde compõem a maior parte da população.

Campos Neto, tentando um equilíbrio entre conter os aumentos de preços e proteger o crescimento, disse na terça-feira que fará “o possível” para cumprir a meta de inflação com “custo mínimo” para a economia. Operadores interpretaram suas observações como mais um sinal de que o BC tentará encerrar o aperto neste mês, reduzindo as taxas de juros futuras.

Mas a inflação ainda não deu ao BC uma razão para parar. Os preços ao consumidor subiram 12,2% ao ano até meados de maio, acima das expectativas dos economistas, com aumentos generalizados em quase todas as cestas de bens e serviços monitoradas pelo IBGE.

“Não são só eles. Todos os banqueiros centrais estão errando sobre esse choque inflacionário”, disse o ex-diretor do Banco Central José Júlio Senna, atualmente professor da Fundação Getulio Vargas.

Erros passados

O próprio Campos Neto reconhece o alto custo de ancorar expectativas de inflação desequilibradas. “Nas duas últimas vezes que isso aconteceu no Brasil, tivemos que mergulhar em uma recessão”, disse ele na terça-feira.

Os economistas com as estimativas de taxas de juros mais altas temem que um remédio tão amargo, incluindo uma desaceleração econômica em 2023, seja inevitável agora.

“Aprendemos quanto tempo leva e quão difícil pode ser” reduzir as expectativas de inflação, disse Gustavo Arruda, dirigente para a América Latina no BNP Paribas. Ele citou a última crise inflacionária que se formou durante o governo de Dilma Rousseff e que acabou forçando o BC a manter a Selic em 14,25% por mais de um ano entre 2015 e 2016.

Embora as causas para a alta dos preços fossem diferentes naquela época, a inflação já está “muito pior agora”, disse Vilela, do Credit Suisse.

“Já está mais alto e mais difundido, até o núcleo da inflação está mais alto.”

Título em inglês:

Brazil’s Rate Is Headed to 14% From Just 2% in Depth of Pandemic

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos