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Estilista Francisco Terra desfila em Paris em formato próprio

·3 minuto de leitura
O estilista brasileiro Francisco Terra saúda o público no final de desfile em Paris, 27 de setembro de 2017

"A covid me permitiu repensar muitas coisas", diz Francisco Terra, estilista brasileiro de sua marca francesa Neith Nyer. Ele organiza nesta quinta-feira (24) um dos raros desfiles em Paris durante a semana de moda, mas fora do calendário e em formato próprio.

Após mais de um ano de confinamento e de moda virtual, este ano ele não quis produzir vídeos, opção escolhida nesta temporada pela esmagadora maioria das marcas.

"Uma roupa é feita pra ganhar vida. Fiquei muito frustrado com as apresentações digitais no ano passado, não conseguia me encontrar", conta à AFP o estilista de 37 anos, em seu apartamento em Paris, que também funciona como ateliê.

As 25 peças coloridas nos cabides estão prontas para ganhar vida diante de uma centena de convidados ao Consulado, um efêmero centro de arte em uma antiga fábrica de distribuição de energia elétrica em Paris.

O desfile será seguido por uma série de eventos ao longo de quatro dias, incluindo uma loja pop-up "para testar a reação dos clientes logo após o desfile", conferências e aperitivos.

- "Sacrifício" -

Ele não se inscreveu para entrar no calendário oficial, como vinha fazendo desde a criação de sua marca em 2017.

Se a Federação se gaba do lado "democrático" de seu calendário, onde todas as marcas são tratadas com igualdade, independentemente de sua reputação e do volume de negócios, para Francisco Terra, é um peso muito grande.

Porque, na realidade, "nem todas as marcas têm os mesmos meios. Sempre foi um sacrifício acompanhar" as grandes.

Outra exigência: estar inscrito nas semanas de moda feminina.

"Era um problema para mim, desde o início, porque me liberei das questões de gênero, sempre misturei os dois nos meus desfiles", explica ele.

E as datas das semanas femininas, em março e setembro, não são vantajosas para uma marca como a dele, cujos compradores que trabalham para "lojas-conceito" estão, nesses períodos, no limite de seus orçamentos.

- Miley Cyrus e Bella Hadid em rosa -

"Vou assumir o lado artista e apresentar minhas coleções fora do formato clássico. A covid tem me permitido me libertar das amarras do calendário, da sazonalidade", fazendo com que os casacos comecem a ser vendidos em setembro, e não na hora que faz frio, afirma.

Embora, do ponto de vista financeiro, seja importante se mostrar e ser visto em Paris, quando os compradores estão lá, as semanas de moda não têm muito impacto para ele em termos de imagem, garante Francisco Terra.

"Acho que não precisamos muito do calendário. A imagem de uma marca jovem vai estar no Instagram, com as celebridades e, principalmente, fora das temporadas".

Suas vendas dispararam quando a cantora americana Miley Cyrus usou um vestido de seda rosa Neith Nyer, ou quando a supermodelo Bella Hadid apareceu nas redes vestindo saia de seda e top de látex assimétrico de sua grife.

"Look totalmente pink, talvez essa seja a minha cor", sorri o estilista, determinado a "dar vontade de usar coisas coloridas em Paris, muito chique, mas muito dark e principalmente no inverno".

Brim claro colorido à mão com tintas têxteis, tops e segunda pele em caxemira reciclada vermelha com efeito marmoreado, jaquetas em couro vegetal: nesta coleção colorida, "nada é novo, pressiono muito a reciclagem e o upcycling".

"É um desafio. Quando falamos com os clientes sobre reciclagem, ou orgânico, eles temem que tudo fique cru, feio, triste", finaliza.

neo/rh/bow/mr/tt

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