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Este satélite pode brilhar mais do que Vênus no céu noturno — e isso não é bom

No último final de semana, a SpaceX lançou novos satélites Starlink e o BlueWalker 3, satélite da AST SpaceMobile. Voltado para testar uma tecnologia de conexão para celulares, o novo satélite chegou ao espaço há pouco tempo, mas já preocupa astrônomos. É que ele conta uma antena de 8 m de extensão e área de superfície de 64 m², capaz de refletir tanta luz que poderá brilhar mais que Vênus, o segundo objeto mais brilhante do céu noturno.

“Quanto mais brilhantes estes objetos forem, mais danos vão causar nas imagens do céu noturno”, disse John Barentine, astrônomo da Dark Sky Consulting, empresa de consultoria em conservação do céu escuro. Ele observa que, além desta preocupação, há também problemas com as transmissões do satélite, que vão exigir um forte feixe de ondas de rádio para se conectar ao celular dos usuários e, assim, podem interferir nas frequências usadas por radiotelescópios.

Satélite BlueWalker-3 "aberto" na Terra (Imagem: Reprodução/AST SpaceMobile)
Satélite BlueWalker-3 "aberto" na Terra (Imagem: Reprodução/AST SpaceMobile)

Embora o BlueWalker 3 esteja “sozinho” no momento, a AST SpaceMobile planeja lançar 100 satélites BlueBirds a partir do ano que vem. Eles podem ter mais do dobro do tamanho do BlueWalker 3 e, se este for realmente o caso, podem ser ainda mais brilhantes no céu.

Para Chris Johnson, consultor em lei espacial na Secure World Foundation, as leis internacionais não estabelecem restrições para o tamanho dos satélites, mas o lançamento do BlueWalker 3 pode representar um alerta para os limites das regulamentações existentes. “Eu vejo isso como uma infração ao direito de os astrônomos explorarem o espaço”, observou.

A questão fica ainda mais complexa se lembrarmos que há uma série de empresas lançando seus satélites à órbita da Terra. Além da SpaceX, que já conta com dezenas de milhares de satélites Starlink no espaço, a Amazon, OneWeb e outras companhias planejam entrar nesta corrida com satélites próprios. “A maioria dos astrônomos aceita que haverá mais satélites no futuro, mas o que eles querem é uma coexistência pacífica”, observou Barentine. “Não podemos tornar os satélites invisíveis”.

Fonte: Canaltech

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